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Brasil

CPI: defesa pede ao STF depoimento facultativo de sócio da Precisa

Segundo os advogados de Francisco Maximiano, ele viajou para a Índia no último domingo (25/7) para reunião com a Bharat Biotech

28/07/2021 23:09, atualizado 28/07/2021 23:11
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Debarchan Chatterjee/NurPhoto via Getty Images
Vacina indiana Covaxin - Coronavirus - Covid19

A defesa de Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (28/7) para que o empresário seja autorizado a faltar ao depoimento na CPI da Covid-19, marcado para a próxima quarta-feira (4/8).

Segundo os advogados, ele viajou para a Índia no último domingo (25) para reunião com a Bharat Biotech, laboratório que produz a vacina Covaxin. No documento enviado ao STF, não foi informada a previsão de retorno do empresário ao Brasil.

Além disso, a defesa quer que a ministra Rosa Weber, relatora do caso, reveja decisão emitida por ela antes de o recesso parlamentar. Na época, ela definiu que a presença de Maximiano era obrigatória, já que foi convocado como “testemunha”. No entanto, ela concedeu a ele o direito de ficar em silêncio.

Agora, os advogados sustentam que pelo andamento da CPI, a posição de Maximiano passou a ser de “investigado”. Por isso, pedem que o empresário tenha assegurado “o direito ao silêncio, sem que a decisão deixe qualquer dúvida nesse sentido, até mesmo para que a Comissão parlamentar não deduza que o agravante poderá ser preso”.

Maximiano é sócio da Precisa, empresa que intermediou as negociações entre o Bharat Biotech e o Ministério da Saúde. A transação está envolta em suspeitas de irregularidades em relação à tentativa de recebimento adiantado, alto valor das doses e “pressão atípica” de membros do governo.
Quebra de sigilo

O vice-presidente da CPI da Covid-19, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pedirá ao colegiado a aprovação das quebras de sigilos fiscal, bancário, telemático e telefônico de Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos — empresa que intermediou a compra da vacina indiana Covaxin no Brasil.

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