Covid: Ministério da Saúde estuda revacinar toda população em 2022

No mês passado, a pasta aprovou a administração da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 em profissionais de saúde

atualizado 04/10/2021 20:22

Aline Massuca/Metrópoles

O ministro substituto da Saúde, Rodrigo Cruz, informou, nesta segunda-feira (4/10), que o governo estuda revacinar toda a população em 2022. No entanto, a pasta avalia quais serão as vacinas usadas e como será feito o processo. “Os estudos apontam, hoje, a necessidade de revacinar a população brasileira”, justificou Cruz.

A ideia é que a pasta termine o planejamento ainda nesta semana. “A mensagem que a gente gostaria de deixar é de tranquilidade, de que o Ministério está trabalhando firme, não faltará orçamento e que não faltarão vacinas “, avaliou o ministro substituto da Saúde.

Cruz informou ainda que a Fiocruz sinalizou à pasta capacidade de produção de até 180 milhões de doses por ano da AstraZeneca, através de IFA nacional. “A gente têm hoje, de concreto, o processo de transferência de tecnologia da AstraZeneca”, adiantou.

O ministro disse ainda que o assunto é discutido em conjunto com o Ministério da Economia. “A gente tem uma proposta de Lei Orçamentária para o ano de 2022. Se a gente fechar um contrato esse ano, seria feito com o orçamento de 2021. Tudo isso está sendo muito conversado com a Economia. A mensagem de tranquilidade é de um compromisso assumido”.

O ministro frisou que “a existência de um registro, quer seja emergencial, quer seja definitivo, custo e efetividade são levados em consideração. Nenhuma oferta é descartada, todas são consideradas, mas as variáveis que a gente leva em consideração são essas”.

Dose de reforço

No mês passado, o Ministério da Saúde aprovou a administração da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 em profissionais de saúde. Para este grupo, a indicação é que a fórmula inoculada seja preferencialmente da Pfizer. A aplicação extra deve acontecer a partir de seis meses após o ciclo de imunização ser concluído.

Em agosto, a pasta federal anunciou reforço na imunização para idosos acima de 70 anos e imunossuprimidos.

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