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Saúde

Reforço com vacina Pfizer aumenta em 20 vezes anticorpos da Coronavac

Estudo preliminar feito no Uruguai mostra que terceira dose é capaz de reativar proteção. País já administrou reforço em 24% da população

26/09/2021 12:19, atualizado 26/09/2021 13:08
Hugo Barreto / Metrópoles
Falta Pfizer em São Paulo para segunda dose

O reforço com a vacina da Pfizer contra a Covid-19 para voluntários que haviam tomado o esquema completo da Coronavac aumentou em até 20 vezes o nível de anticorpos dos imunizados, segundo resultados preliminares de um estudo feito no Uruguai. No país, 24% da população já recebeu três doses de vacinas contra a Covid-19.

A pesquisa completa envolve cerca de 200 voluntários e irá durar dois anos, com coletas de sangue periódicas dos participantes.

O recorte que sustenta a informação foi feito a partir dos dados de 57 pessoas que tiveram o sangue colhido em quatro ocasiões: antes de serem vacinadas, 18 dias depois da vacinação, 80 dias em média após a vacinação, e 18 dias em média após o reforço com o imunizante Pfizer.

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Na primeira amostragem, ainda antes da imunização, nenhum dos participantes apresentou anticorpos específicos contra o coronavírus, o que era de esperar, pois nenhum deles havia contraído o vírus. Na segunda, 18 dias após a vacinação, 100% apresentaram anticorpos antivirais específicos, em níveis variados.

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Após a terceira coleta, 80 dias após o esquema completo, uma diminuição geral de anticorpos foi observada em relação aos níveis detectados na segunda amostragem. Por fim, após receberem uma dose do imunizante Pfizer, verificou-se que todos tiveram um aumento no nível de anticorpos de, em média 20 vezes, daquele observado na segunda coleta.

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No início da pandemia, os principais sintomas associados à doença eram febre, cansaço, tosse seca, dores no corpo, congestão nasal, coriza e diarreia
Pacientes passaram a relatar também calafrios, falta de ar ou dificuldade para respirar. Fadiga, dores musculares ou corporais, dor de cabeça, perda de olfato e/ou paladar, dor de garganta, náusea, vômito e diarreia também fazem parte dos sintomas
A variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia, espalhou-se rapidamente pelo mundo e gerou um novo perfil da doença
Os testes laboratoriais confirmaram que o medicamento é capaz de conter a capacidade viral de mutações, como a Ômicron e a Delta, classificadas como variantes de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
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