Covid: governo divulgará estudo sobre combinação de vacinas em novembro
Alguns estados estipularam regras diferentes para vacinação com a terceira dose contra a Covid

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou, nesta segunda-feira (11/10), que a pasta divulgará em novembro o resultado de estudos sobre vacinação heteróloga contra a Covid-19. A pesquisa mostrará a eficácia de se tomar doses de farmacêuticas diferentes e qual é a melhor combinação.
“É possível que a gente divulgue esse resultado agora no começo de novembro. Já há alguns resultados preliminares e só podem ser divulgados quando tiverem a pesquisa concluída. Mas a ideia é divulgar isso aí no começo de novembro”, ressaltou o ministro.
Queiroga continuou: “Hoje, por exemplo, a Organização Mundial de Saúde disse que quem usou vacina com o vírus inativado tem que fazer uma dose adicional. O ideal é que se faça com a vacina heteróloga”.
Alguns estado, como o de São Paulo, aplicam a terceira dose em idosos, com imunizantes da Pfizer, AstraZeneca e também a Coronavac, mesmo contra a orientação do Programa Nacional de Imunização (PNI). O órgão recomenda que os idosos que foram vacinados com a Coronavac recebam a Pfizer.
“Naturalmente há um anseio para dar a terceira dose ou dose de reforço nos indivíduos que são mais vulneráveis.”, afirmou. “Essa foi a posição dos especialistas, não é uma posição isolada do ministro. Os esquemas heterólogos para a dose de reforço promovem maior imunogenicidade. Então temos que caminhar juntos, falar a mesma língua”, continuou o ministro, em fala feita no mês passado.
Para 2022
Na última sexta-feira (8/10), o Ministério da Saúde divulgou que, em 2022, o público de 18 a 60 anos vai receber uma dose de reforço para a imunização contra a Covid-19. A pasta vai disponibilizar para a população 354 milhões de imunizantes no ano que vem.
De acordo com o ministro Marcelo Queiroga, serão investidos R$ 11 bilhões para a vacinação. O governo estima aplicar mais duas doses na população acima de 60 anos e imunossuprimidos, com o intervalo de seis meses, além de mais uma dose de reforço na população até 59 anos. A pasta ainda não descarta a possibilidade de ampliar o público-alvo da campanha.
A vacinação para menores de 18 anos ainda está sob análise, mas a pasta afirma que há doses suficientes, caso necessário.

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