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Brasil

Carnaval Rio 2022: população deve estar 80% vacinada para festa segura

Relatório divulgado em conjunto pela Fiocruz e a UFRJ mostra formas de ter um carnaval seguro ainda durante a pandemia da Covid-19

11/10/2021 09:31, atualizado 11/10/2021 13:30
Reprodução Google
Carnaval Mangueira

Rio de Janeiro – Especialistas apontam que, para a realização segura do Carnaval 2022 na cidade do Rio de Janeiro, 80% da população deve estar completamente vacinada contra a Covid-19.

O relatório, feito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica outros fatores importantes para garantir as festas, como a quantidade de atendimento da rede municipal de saúde, com taxa de 1,63 casos por 100 mil habitantes.

A taxa de contágio da cidade do Rio de Janeiro e a porcentagem de testes com diagnósticos positivos do município também serão levados em consideração.

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Carnaval do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro teve desfile de 44 blocos no mesmo dia
Desfile na Marquês de Sapucaí está mantido, afirmou Eduardo Paes (PSD)
Carnaval de 2022 na Sapucaí é muito aguardado no Rio de Janeiro
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Carnaval de 2022 na Sapucaí é muito aguardado no Rio de Janeiro

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Carnaval do Rio de Janeiro
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Carnaval do Rio de Janeiro

Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro teve desfile de 44 blocos no mesmo dia
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Rio de Janeiro teve desfile de 44 blocos no mesmo dia

Fernando Frazão/Agência Brasil
Desfile na Marquês de Sapucaí está mantido, afirmou Eduardo Paes (PSD)
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Desfile na Marquês de Sapucaí está mantido, afirmou Eduardo Paes (PSD)

Reprodução Google

Além disso, os pesquisadores também sugerem ao governo um amplo debate com a população, sobre os dilemas éticos de realizar a festa e mostrar os reais riscos podem correr com a realização do evento.

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Benefícios do Carnaval

O relatório reconhece também os benefícios da realização do Carnaval, tanto para a economia, quanto para a saúde mental da população que “por vários meses manteve-se confinada”.

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“Essa discussão transcende em muito os dados quantitativos oferecidos pelos indicadores. Ela é essencialmente ética”, afirmam. “Por outro lado, há grande incerteza sobre os riscos inerentes ao evento. Por isso, é fundamental uma discussão franca com toda a sociedade para que os riscos e benefícios da decisão da realização do carnaval sejam assumidos por todos”, completam.

Veja alguns dos fatores citados na pesquisa conjunta da Fiocruz e UFRJ:

  • Atendimento na rede municipal de saúde: média móvel semanal menor que 110 casos de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (1,63 casos por 100.000 habitantes);
  • Tempo de espera e quantidade de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) na fila para internação no município: fila de espera de três pessoas por dia, com um tempo de espera que não deve ultrapassar de uma hora;
  • Porcentagem de testes diagnósticos positivos no município: testes positivos (RT-PCR ou Ag) durante os últimos 7 dias menor do que 5%;
  • Taxa de contágio da cidade do Rio de Janeiro: valor de R < 1 (ideal 0,5) por um período de pelo menos 7 dias menor do que 5%; e Taxa de contágio da cidade do Rio de Janeiro: valor de R < 1 (ideal 0,5) por um período de pelo menos 7 dias.