Carnaval Rio 2022: população deve estar 80% vacinada para festa segura

Relatório divulgado em conjunto pela Fiocruz e a UFRJ mostra formas de ter um carnaval seguro ainda durante a pandemia da Covid-19

atualizado 11/10/2021 13:30

Carnaval MangueiraReprodução Google

Rio de Janeiro – Especialistas apontam que, para a realização segura do Carnaval 2022 na cidade do Rio de Janeiro, 80% da população deve estar completamente vacinada contra a Covid-19.

O relatório, feito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica outros fatores importantes para garantir as festas, como a quantidade de atendimento da rede municipal de saúde, com taxa de 1,63 casos por 100 mil habitantes.

A taxa de contágio da cidade do Rio de Janeiro e a porcentagem de testes com diagnósticos positivos do município também serão levados em consideração.

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Além disso, os pesquisadores também sugerem ao governo um amplo debate com a população, sobre os dilemas éticos de realizar a festa e mostrar os reais riscos podem correr com a realização do evento.

Benefícios do Carnaval

O relatório reconhece também os benefícios da realização do Carnaval, tanto para a economia, quanto para a saúde mental da população que “por vários meses manteve-se confinada”.

“Essa discussão transcende em muito os dados quantitativos oferecidos pelos indicadores. Ela é essencialmente ética”, afirmam. “Por outro lado, há grande incerteza sobre os riscos inerentes ao evento. Por isso, é fundamental uma discussão franca com toda a sociedade para que os riscos e benefícios da decisão da realização do carnaval sejam assumidos por todos”, completam.

Veja alguns dos fatores citados na pesquisa conjunta da Fiocruz e UFRJ:

  • Atendimento na rede municipal de saúde: média móvel semanal menor que 110 casos de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (1,63 casos por 100.000 habitantes);
  • Tempo de espera e quantidade de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) na fila para internação no município: fila de espera de três pessoas por dia, com um tempo de espera que não deve ultrapassar de uma hora;
  • Porcentagem de testes diagnósticos positivos no município: testes positivos (RT-PCR ou Ag) durante os últimos 7 dias menor do que 5%;
  • Taxa de contágio da cidade do Rio de Janeiro: valor de R < 1 (ideal 0,5) por um período de pelo menos 7 dias menor do que 5%; e Taxa de contágio da cidade do Rio de Janeiro: valor de R < 1 (ideal 0,5) por um período de pelo menos 7 dias.

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