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Brasil

Covid-19: plano de imunização não foi aprovado pelo grupo técnico

Pesquisadores citados no documento alegam não ter concordado com a estratégia de vacinação anunciada

12/12/2020 22:33, atualizado 12/12/2020 23:03
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Pixabay
Vacina Covid-19 coronavírus

O plano nacional de imunização contra a Covid-19 apresentado pelo Ministério da Saúde ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (11/12), não teve o aval de todos os grupos técnicos envolvidos na sua elaboração, segundo nota publicada pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), neste sábado (12/11).

O documento entregue contém as estratégias de vacinação em massa. O ministro do STF Ricardo Lewandowski havia dado 30 dias de prazo para que o ministério apresentasse o Plano Nacional de Operacionalização da imunização contra a doença.

Em nova nota, o Eixo Epidemiológico ressalta que “causou surpresa e estranheza que o documento no qual constam os nomes dos pesquisadores deste grupo técnico não nos foi apresentado anteriormente e não obteve nossa anuência”.

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O grupo, um dos 10 eixos que formam o grupo técnico de elaboração do protocolo, havia solicitado reunião com a coordenação do plano. O coletivo defende que pessoas privadas de liberdade estejam entre o público prioritário para receber a vacina. Também já se manifestou contrário à não inclusão no plano de todas as vacinas disponíveis que se mostrassem seguras e eficazes.

“Reiteramos nossa recomendação técnica para que todas populações vulneráveis sejam incluídas na prioridade de vacinação, como indígenas, quilombolas, populações ribeirinhas, privados de liberdade e pessoas com deficiência. Além dessas, também as outras populações e grupos populacionais já incluídos e apresentados no plano inicial do governo”, afirmou o Eixo.

De acordo com a nota, outro ponto importante a ser considerado é a ampliação do escopo para todos os trabalhadores da educação e também a inclusão, nos grupos de vacinação, para os trabalhadores essenciais.

A professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), enfermeira e epidemiologista, Ethel Maciel, também se manifestou sobre o assunto, no Twitter.