Covid-19: governo quer maquiar dados e excluir 44% das mortes do boletim

A pasta pretende informar apenas o número de pessoas que efetivamente vieram a óbito nas últimas 24 horas

atualizado

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O Ministério da Saúde anunciou, na última semana, possíveis mudanças no modo de divulgar o número de óbitos por coronavírus no Brasil. De acordo com levantamento realizado pela Folha de S. Paulo, ao menos 44% das mortes não entrariam no boletim diário caso a pasta alterasse a metodologia.

Desde o início do surto da doença no país, o ministério utiliza como parâmetro a data de notificação – método adotado pela maioria dos países. Entretanto, a pasta pretende informar como novas mortes apenas o número de pessoas que efetivamente vieram a óbito nas últimas 24 horas.

A estimativa da Folha feita com base em registros do Sistema de Vigilância da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aponta que, em 44% dos falecimentos por Covid-19 registrados até dia 24 de maio, o resultado do exame só ficou pronto depois que o paciente veio a óbito.

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Lugares públicos, como o Metrô-DF, são higienizados preventivamente contra o novo coronavírus
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Metrô faz limpeza preventiva contra o novo coronavírus durante a madrugada
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Ainda há um processo burocrático entre a data da morte, o resultado do teste e a efetiva notificação dos casos, que, por vezes, leva alguns dias, especialmente em fins de semana e feriados.

Os óbitos, portanto, não entrariam no balanço do Ministério da Saúde caso as mudanças ocorressem. Com isso, existe o risco de que se tenha a falsa impressão de que o número de mortes está em queda, o que pode resultar na flexibilização das medidas de prevenção e isolamento no momento errado.

O governo começou a falar nessa mudança após o país bater recordes seguidos de morte. Além disso, ameaçou não divulgar os dados totais de casos e óbitos. A situação só foi normalizada na terça (09/06), depois de decisão do ministro Alexandre de Moraes.

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