Covas diz que fala de Russomanno sobre moradores de rua é preconceituosa

Prefeito de São Paulo condena declarações de adversário sobre imunidade contra a Covid-19 por falta de banho

atualizado 14/10/2020 17:54

Bruno Covas participa de almoço de campanhaEquipe Bruno Covas/Divulgação

São Paulo – Em almoço com executivos nesta quarta-feira (14/10), o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse lamentar as declarações do candidato Celso Russomanno (Republicanos) sobre a imunidade de moradores de rua e usuários de drogas da Cracolândia contra a Covid-19. Na terça-feira (13/10), Russomanno sugeriu que essa população pode ter mais resistência contra a doença porque não toma banho com frequência.

“Em primeiro lugar, condeno a fala por ser uma questão preconceituosa em relação à população em situação de rua, como se a população em situação de rua não tomasse banho ou não quisesse tomar banho. Segundo, por tratar sem nenhum conhecimento científico, sem nenhum estudo que demonstre qualquer relação entre tomar banho e pegar coronavírus”, reforçou o prefeito.

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Covas disse ainda que é preciso ética e compostura ao falar do assunto. “Não podemos tratar essa doença como uma questão de esquerda e direita, ou como uma questão eleitoral, muito menos querer estabelecer que uma população em situação de rua é diferente do ser humano”, disse.

No encontro com os executivos, organizado pela empresa Regus Spaces, o prefeito defendeu as medidas adotadas por sua gestão no combate à pandemia, que têm sido alvo de críticas de Russomanno. “Não tivermos que retroceder no processo de reabertura. A cidade de São Paulo vem colecionando bons índices”, afirmou.

Leilão de auxílio emergencial

Questionado sobre a promessa de Russomanno de implementar um auxílio emergencial municipal, Covas disse que a prefeitura criou mais um programa de transferência de renda para famílias com alunos na rede municipal.

“Eu não tenho nenhum problema com nenhum programa de transferência de renda. Só para não fazer dessa campanha um leilão de quem dá mais para quantas mais pessoas. Acho que o principal, a grande porta de saída, é o emprego”, afirmou.

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