Corpo de Bombeiros expulsa sargento condenado no caso Marielle Franco

Maxwell Simões Correa, o Suel, foi preso na operação Calígula pelo MPRJ, nesta semana. Ele ajudou Ronnie Lessa a esconder as armas do crime

atualizado 13/05/2022 17:21

Reprodução

Rio de Janeiro – O militar Maxwell Simões Correa, mais conhecido como Suel, foi expulso pelo Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro após ser preso novamente esta semana, na operação Calígula. Ele foi condenado por atrapalhar as investigações sobre as mortes da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes.

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Em nota enviada ao Metrópoles, a corporação informou que o militar foi submetido a Conselho de Disciplina, cuja decisão, referendada pelo comandante-geral da corporação, foi a de exclusão do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Suel foi alvo de uma operação do Ministério Público esta semana e foi um dos 12 presos por integrar uma organização criminosa de jogos de azar no Rio de Janeiro. Ele atuava no empreendimento ilegal junto com Ronnie Lessa, acusado pela morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista.

Obstrução

Em fevereiro de 2021, o bombeiro foi condenado pelo Tribunal de Justiça a quatro anos por obstrução. Ele respondia em regime aberto e na época ficou determinado que ele prestasse serviços à comunidade.

“Verifico que a motivação do crime consistia em ludibriar a justiça na investigação acerca de uma organização criminosa que teria envolvimento com a morte da parlamentar Marielle Franco e seu motorista, um crime gravíssimo contra a vida e, principalmente, contra o próprio Estado Democrático de Direito”, diz a decisão judicial da 19ª Vara Criminal.

Ronnie Lessa

Suel ajudou a ocultar armas de fogo de uso restrito e acessórios que pertenciam a Ronnie Lessa. As armas estavam armazenadas em um apartamento utilizado pelo ex-policial após a morte da vereadora.

As investigações mostram que o papel de Suel para obstruir as investigações foi ceder seu próprio veículo para guardar o armamento de Ronnie, entre os dias 13 e 14 de março de 2019. Isso foi feito para que, em seguida, essas armas fossem descartadas no mar.

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