Coronavírus: governo estuda barrar exportação de máscaras

Segundo o secretário da Saúde, empresas estão se recusando a vender insumos de proteção. Medidas drásticas serão tomadas nos próximos dias

Mulher segurando máscara cirúrgicaHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 16/03/2020 11:03

Após a recusa de algumas empresas em vender insumos de prevenção do coronavírus para o governo brasileiro, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que uma medida mais drástica pode ser tomada nos próximos dias: a exportação de máscaras e outros itens deve ser barrada.

“Algumas empresas que participaram da licitação, na hora de encaminhar os documentos, não o fizeram e se mostraram desinteressadas em vender para o Ministério da Saúde. Isso nos preocupa muito. Principalmente com relação às máscaras de proteção contra o coronavírus”, avaliou Gabbardo.

De acordo com o secretário, o governo vai usar todas as medidas que a legislação permite para a obtenção das máscaras – item primordial para a proteção contra o coronavírus. “Se for necessário nós vamos impedir a exportação desses produtos, e se for necessário barraremos os produtos nas próprias fábricas”, afirmou.

Gabbardo informou que há possibilidade do ministério tomar medidas para impedir que estas empresas entrem em futuras licitações. “Nós estamos um uma situação de emergência em saúde pública enfrentando o coronavírus”, disse, mostrando preocupação com a possível falta de máscaras.

“Algumas empresas entraram na licitação, mas depois não quiseram participar do processo, porque venderam todo o estoque de máscaras e até a produção para o exterior”, denunciou o secretário, que está à frente do Ministério da Saúde em questões relacionadas ao coronavírus.

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