Copom reduz taxa Selic em 0,25 ponto e juros caem para 14% ao ano
Comitê divulgou decisão nesta quarta-feira (5/8); Decisão, que foi unânime, já era esperada pelo mercado financeiro

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (5/8), reduzir a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, para 14% ao ano, mantendo um ciclo de cortes após descer a taxa a 14,25% na última reunião. Antes disso, a Selic se manteve em 15% ao ano por cinco reuniões consecutivas.
A decisão já era esperada por participantes do mercado financeiro, que já precificavam uma queda de 0,25% nesta reunião. Apesar de esperar pela redução, o mercado se dividiu quanto ao tom do comunicado e sobre o momento apropriado para diminuição dos juros.
“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, afirmou o colegiado.

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Os diretores do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic. Isso porque é missão do Banco Central (BC) controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país, que seguem subindo, mas com menos força.
Na última ata do comitê, no entanto, o colegiado demostrou cautela quanto ao cenário internacional, afetado pelo conflito geopolítico no Oriente Médio.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Copom destaca que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências dos efeitos desses conflitos. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities“, diz trecho.
Apesar disso, o comunicado desta reunião trouxe poucas mudanças. Segundo o texto, o cenário atual está caracterizado por um aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária.
“O Comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse, sem direcionar quais os próximos passos na condução da política monetária.
O comitê voltou a citar o Oriente Médio e afirmou que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição da crise no Irã e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.
Entenda a situação dos juros no Brasil
- A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação.
- Os integrantes do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic, uma vez que a missão do BC é controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país.
- Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país.
- Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores.
Expectativas do mercado para a Selic
- Para 2027, a previsão da taxa de juros é de 10,50% ao ano.
- Para 2028, a estimativa continua em 10% ao ano.
- Para 2029, a estimativa é de 9,50% ao ano.
As previsões indicam que o mercado não crê que a taxa Selic fique abaixo de dois dígitos até o fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026, nem sequer do atual mandato de Gabriel Galípolo à frente do BC, que termina em 2028.
Calendário do Copom
- 27 e 28 de janeiro
- 7 e 18 de março
- 28 e 29 de abril
- 16 e 17 junho
- 4 e 5 de agosto
- 15 e 16 de setembro
- 3 e 4 de novembro
- 8 e 9 de dezembro













