Contratos do filme sobre Bolsonaro são de confidencialidade por “medo”, diz Flávio

Cláusulas de sigilo em contratos do filme sobre Jair Bolsonaro buscavam proteger investidores de “perseguição política”, afirma o senador

atualizado

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Flávio Bolsonaro STF
1 de 1 Flávio Bolsonaro STF - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsaki

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta quinta-feira (14/5), que os contratos de investimento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro – entre eles o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master – continham cláusulas de confidencialidade porque empresários teriam “medo” de sofrer represálias políticas e exposição pública no Brasil.

“Todos têm contrato de confidencialidade. Porque têm medo”, afirmou o senador. “O empresário tem as contas dele bloqueadas porque botou um joinha no grupo de WhatsApp. A gente está num país onde a Polícia Federal persegue adversários políticos”, declarou, em entrevista à Globonews.

Segundo Flávio, o receio envolveria possíveis perseguições políticas, bloqueios judiciais e exposição pública de empresários ligados à direita.

O parlamentar argumentou que o sigilo não foi uma exigência exclusiva do banqueiro Daniel Vorcaro, mas de todos os investidores envolvidos no projeto. De acordo com ele, mais de dez pessoas participaram do financiamento do filme.

“Ninguém quer aparecer. Os outros dez investidores, ninguém quer aparecer. Todos têm contrato de confidencialidade”, disse.

Flávio também usou a cláusula de confidencialidade para justificar negativas públicas anteriores sobre sua relação com Vorcaro.

“Quando eu neguei, na verdade, que conhecia ou que tinha contato com ele, é porque tinha uma cláusula de confidencialidade nesse contrato. A minha relação com ele era exclusivamente para o filme”, declarou.

Segundo o senador, admitir publicamente o vínculo levaria inevitavelmente a questionamentos sobre o projeto cinematográfico e acabaria rompendo o acordo de sigilo firmado com os investidores.

“Se eu falasse que conhecia, a pergunta seguinte seria qual era a minha relação com ele. E a única conexão que eu tenho com este senhor Daniel Vorcaro é esse filme”, afirmou.

As declarações foram dadas após a revelação de que Vorcaro investiu cerca de R$ 61 milhões na produção do longa. Flávio negou irregularidades e afirmou que os aportes ocorreram de forma privada, com expectativa de retorno financeiro aos investidores.

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