Contra restrições, donos de bares protestam na Prefeitura de Goiânia
Novas medidas para conter a pandemia proíbem vendas presenciais e restringem a arrecadação dos estabelecimentos às vendas por app de entrega

Goiânia – Com gritos de “Cadê o prefeito?”, donos de bares e restaurantes de Goiânia se reuniram na manhã desta quarta-feira (10/3) em frente à prefeitura da cidade para protestar contra as medidas restritivas adotadas em razão da pandemia.
Desde que o novo decreto foi divulgado no domingo (7/3), com alteração de regras, o setor se mostra revoltado. Ficou proibida a venda presencial para clientes que buscavam refeições no local, restringindo a arrecadação dos estabelecimentos às vendas fechadas via aplicativos de entrega.
O primeiro ato de manifestação do setor, capitaneado pela seccional goiana da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e pelo Sindicato dos Bares e Restaurantes de Goiânia (Sindibares), foi paralisar por dois dias as entregas feitas por aplicativo. Ao todo, mais de 100 estabelecimentos aderiram ao movimento.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasNesta manhã, empresários e funcionários foram até o Paço Municipal para expressar a indignação. Alguns sem máscara, gritavam para que o prefeito da cidade, Rogério Cruz (Republicanos, fosse falar com eles. Eles alegam que é impossível manter os bares funcionando apenas com as vendas por aplicativo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesVeja imagens da manifestação:
Em publicação no Instagram, convocando para a manifestação, a Abrasel diz reconhecer que Goiânia está no pior momento da pandemia, mas que o quadro não é delicado somente em relação à saúde. “É um momento crítico para todos do setor de alimentação fora do lar”, informa o texto.
A onda de demissões já começou. Acredita-se que mais de 6 mil pessoas podem perder o emprego com o fechamento de bares e restaurantes em Goiânia.
A adoção de medidas mais restritivas fez-se necessária, diante do cenário pandêmico enfrentado pela capital goiana. A ocupação dos leitos de UTI está próxima de atingir 100%. Na rede privada, o cenário já obriga profissionais a intubar pacientes em locais de emergência.
















