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“Considero como meu quinto filho”, diz pai de bebê trocado em Goiás

Ao <b>Metrópoles</b>, Genésio afirma ter criado um vínculo com a outra criança e acredita que a separação será "bastante dolorida"

Tácio Lorran31/07/2019 11:01, atualizado 31/07/2019 12:33
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Material cedido ao Metrópoles
“Considero como meu quinto filho”, diz pai de bebê trocado em Goiás

Pai de um dos bebês trocados em hospital de Trindade, na região metropolitana de Goiânia (GO), o empresário Genésio Vieira de Souza, 43 anos, afirmou ao Metrópoles, na manhã desta quarta-feira (31/07/2019), ter criado vínculo com a família da outra criança e que, após o resultado do exame de DNA, a separação será bastante dolorida.

“Eu espero que a justiça seja feita. Quem deve, tem que pagar. No mais, a gente vai ter um vínculo. Considero o bebê como o meu quinto filho. Nós estamos convivendo e sabemos da dificuldade que vai ser a separação. O que importa nisso tudo para mim é a família”, disse.

Ele cedeu a casa, em Trindade, para a família do outro casal que teve o bebê do trocado ficar até o resultado do exame. As crianças nasceram no dia 9 de julho no Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin), com poucos minutos de diferença. O esposo de Pauliana, Maciel Aguiar de Souza, logo percebeu que o bebê entregue a eles nasceu com olhos azuis e pele mais clara.

“Como já era pai, tenho uma certa experiência. A curiosidade foi no dia a dia e cheguei à conclusão que não achei nenhum fio de cabelo nem a ponta do nariz parecida com a minha”, explica Souza, ao detalhar como tomou coragem, nas suas palavras, para fazer o exame de DNA escondido da mulher, pois não queria que ela desconfiasse.

O primeiro exame foi feito sob sigilo após 18 dias do nascimento do menino. O pior, para Genésio, foi dizer à esposa que o resultado do exame apontava que ele não era o pai. “É uma situação muita constrangedora, mas não pensei em nenhum momento que a minha esposa tivesse me traído”, conta.

Assim que tomou conhecimento da situação, Pauliana tratou também de realizar o exame de DNA. O resultado foi o esperado: o recém-nascido não era filho do casal. “Até houve algumas críticas. Gerou muito conflito mental, psicológico e físico com a minha esposa. Meu outro bebezinho, de 1 ano e 5 meses, está assustado com a situação, acordando de noite”, conta Genésio.

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Genésio Vieira e Pauliana Maciel
 Aline Alves e Murillo Lobo
Genésio Vieira
Genésio Vieira e Pauliana Maciel hospedam na casa deles, em Trindade, Aline Alves e Murillo Lobo
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Genésio Vieira e Pauliana Maciel hospedam na casa deles, em Trindade, Aline Alves e Murillo Lobo

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Genésio Vieira e Pauliana Maciel
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Genésio Vieira e Pauliana Maciel

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Genésio Vieira
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Genésio Vieira

Reprodução/ TV Anhanguera

Mas, mesmo esperando por justiça, ele encara a situação resignado. “Creio que tudo que acontece na nossa vida é determinação de Deus para que haja mais compreensão na família, por exemplo. Eles [do hospital] poderiam ter resolvido o caso de imediato e deixado a família ir embora, mas não foi isso que aconteceu”, conta.

Em nota, o Hutrin confirmou a troca dos bebês e disse que afastou quem estava trabalhando nas datas de nascimento e alta das mães e crianças. A unidade de saúde também informou que apura internamente o caso e está em contato com as famílias.

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