Conselho de Enfermagem apura 32 denúncias sobre fraude na vacinação
Segundo a entidade, 14 denúncias resultaram em processo ético. Casos de fura-fila e imunização de políticos são investigados pelo país
atualizado
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Ao menos 32 casos de fraude na vacinação contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, são apurados pelo Sistema Cofen, que reúne Conselhos Regionais de Enfermagem de todo o país.
Segundo a entidade, 14 denúncias resultaram em processo ético e 18 estão em averiguação. Três foram descartadas na análise preliminar.
A presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Betânia Santos, recomenda que denúncias de possíveis irregularidades deve ser feita no estado onde a infração ocorreu.
“Os casos estão sendo apurados diligentemente e, se confirmados, serão punidos com rigor. Os casos suspeitos representam uma ínfima fração das vacinas administradas”, afirma.
O Brasil tem mais de 13,1 milhões de casos confirmados do novo coronavírus e 337 mil óbitos em decorrência da doença. Atualmente, o país é o epicentro da doença no mundo.
O Ministério da Saúde aplicou 23 milhões de doses da vacina (entre primeira e segunda doses).
Casos de irregularidades na vacinação, como fura-fila (quando a pessoa não está no grupo prioritário), imunização indevida de políticos e desvios de vacina, estão sendo apurados em todo país.
Desde fevereiro, a recomendação é de que todo o processo de vacinação contra a Covid-19, da aspiração do líquido ao descarte do material, seja feito diante do paciente.
Muitos pacientes registram em vídeo a imunização. Depois, suspeitam de que a seringa estava vazia na hora da imunização.
“Nem sempre a imagem veiculada confirma a impressão do paciente. A quantidade da vacina injetada é muito pequena e, dependendo das dimensão da seringa utilizada, pode realmente dar a impressão de que a seringa está vazia”, pondera Betânia Santos.
