Conheça Eder Meneghine: decorador que trocou de noivo e ex-ícone dos ricos emergentes

Antes de viralizar nas redes por troca de noivo, Eder Meneghine foi um dos ícones dos ricos emergentes da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

atualizado 19/09/2021 6:07

Eder MeneghiniAline Massuca/ Metrópoles

Rio de Janeiro – Três cabeças empalhadas de cervos enfeitam a parede da sala. Oito esculturas de bustos femininos estão expostas sobre um aparador. Uma armadura de soldado chinês decora outro canto do recinto. Na área externa, o ornamento em formato de peixe esguicha água para dentro da piscina. 

Cada detalhe da residência no meio de uma ilha na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, retrata a exuberância do morador: Eder Meneghine, 60 anos, que, nos últimos dias, ganhou notoriedade nas redes sociais por trocar de noivo na véspera do casamento.

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Antes de viralizar com a briga de casal, antes mesmo da ascensão do verbo viralizar, Eder Meneghini foi um símbolo. Ganhou fama no Rio de Janeiro como um dos representantes da “sociedade emergente” da Barra da Tijuca nos anos 90. 

Conquistou os holofotes como o decorador favorito dos “emergentes da Barra” – termo adotado naquele período para definir as pessoas do subúrbio carioca que ganharam dinheiro e optaram por viver perto do mar, no bairro comparado naquela época ao lifestyle de Miami.

No circuito dos ricos da zona sul do Rio, tratados nas colunas sociais como o “High Society” carioca, os emergentes eram ironizados pelo estilo extravagante, pela preferência por roupas e bolsas de grifes com logotipos em evidência.

Eder integrava o triunvirato dos emergentes ao lado da empresária Vera Loyola e da socialite Hosana Pereira. 

“Foi um período de muito luxo e publicidade, mas não me trouxe dinheiro. Eu era um Mickey naquela Disneylândia. Decidi mudar de rumo. Hoje, posso dizer que renasci. Fui uma fênix”, disse Eder Meneghine, em 2017, numa entrevista ao Globo.

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No momento atual, ele prefere não falar sobre o passado como decorador dos ricos emergentes da Barra da Tijuca.

Virou produtor de eventos, incluindo muitas festas de casamento na lista. Costuma alugar a própria casa como cenário para as comemorações de seus clientes.

O recanto de Eder, batizado de Solar das Palmeiras, reúne relíquias pessoais adquiridas ao longo da vida e o acervo usado nas festas que produz. 

“Eu tenho, na minha casa, uma série de objetos, coisas de alto padrão, que uso para decorar os eventos e coleciono como investimento. Tenho peças exclusivas e históricas, sofisticadas, que fazem parte da minha vida. Tenho muita coisa mesmo”, conta Éder ao Metrópoles.

Na beira da piscina, ele posa para foto com suas duas araras – uma delas com penas nas cores verde, amarela e azul; e outra com penas vermelhas, azuis e verdes.

O local abrigou no último dia 7 de setembro a festa de casamento do decorador. Todos os convidados chegaram de balsa até a ilha, situada dentro de uma das lagoas existentes no território da Barra da Tijuca.

Durante a cerimônia, Eder gravou o vídeo com o anúncio da troca do parceiro. Convocou seu ex-companheiro, o chefe de cozinha Hugo Oliveira, 44, para assumir o posto de noivo.

O relacionamento com Adilson Reis, 23, o namorado escolhido inicialmente para o casamento, acabou na véspera. A mudança exigiu adaptação na logística.

A mãe do primeiro noivo, por exemplo, saiu de Minas Gerais e chegou a se hospedar na casa de Eder. Ela acabou indo embora às pressas. “Ele (o ex-noivo) saiu da minha casa, assim como a família dele, que veio para o Rio com passagens e roupas que eu comprei. A mãe dele largou as roupas, a sandália (presenteadas por Eder) e foi embora”, relata o decorador.

A divulgação do vídeo com o anúncio da troca de noivo deflagrou uma sequência de acusações. Adilson, conhecido como Dyl, afirmou que foi dele a decisão de romper a relação. Também lamentou ter perdido a Scooter e o iPhone – segundo o jovem, ele foi obrigado a devolver os presentes.

Eder, por sua vez, acusou o ex-noivo de desviar dinheiro da produtora de eventos. Disse que levaria o caso à Justiça. Mas horas depois de mencionar a intenção de judicializar a briga desistiu da ideia. 

Na última sexta-feira (17/9), Dyl contou à colunista Fábia Oliveira, do jornal O Dia, que havia chegado a um acordo com Eder. O ex-noivo confirmou a história ao Metrópoles e disse que “o assunto morreu”.

“Eder me chamou e disse que errou nas palavras e atitudes. Falou que estava arrependido e me pediu desculpas. Disse a ele: ‘Meu amigo, vai em paz, quero te ver bem e fazendo muito sucesso'”, relatou o ex-noivo.

Eder contesta a versão e nega qualquer tipo de conciliação: “Ele não me ligou. Ele é o culpado por essa situação toda. É mais uma mentira. Queria saber que acordo foi esse que eu desconheço”.

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