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Brasil

Africano fugiu de guerra no Congo antes de ser morto na orla do Rio

Mãe de Moïse Kabagambe contou que perdeu boa parte da família em guerra no Congo. Sobreviventes vieram para o Brasil para fugir da violência

01/02/2022 09:28, atualizado 01/02/2022 10:37
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Reprodução
Africano fugiu de guerra no Congo antes de ser morto na orla do Rio

Rio de Janeiro – Moïse Kabagambe, de 25 anos, o congolês espancado até a morte em um quiosque na Barra, veio para o Brasil justamente para tentar escapar da violência.

Em relato ao Globo, Ivana Lay, mãe do congolês Moise Kabamgabe, contou que a família vivia no Congo em um território disputado por duas tribos: Hema e Lendu.

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Família de Moïse Kabagambe protesta por Justiça
Quiosque em que Moïse Kabagambe trabalhava. A vítima foi morta quando foi cobrar dívida
Mãe de Moise denuncia racismo em morte do filho
Moïse Kabagambe, de 24 anos, assassinado de forma brutal
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Moïse Kabagambe, de 24 anos, assassinado de forma brutal

TV Globo
Família de Moïse Kabagambe protesta por Justiça
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Quiosque em que Moïse Kabagambe trabalhava. A vítima foi morta quando foi cobrar dívida
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Mãe de Moise denuncia racismo em morte do filho
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Mãe de Moise denuncia racismo em morte do filho

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“Nessa guerra, eles mataram a minha mãe, meus parentes, toda a minha família. Continuam até hoje, e todo dia tem mortes. Ela ainda dura no Congo. O pai dele e muitos parentes desapareceram por conta dessa disputa”, contou Ivana ao jornal.

Para escapar da violência no Congo, Moïse veio para o Rio em fevereiro de 2011 com apenas 11 anos. Três anos depois, a mãe também se mudou para a capital fluminense.

Moise foi encontrado morto na orla da Barra da Tijuca na segunda-feira (24/1). De acordo com relatos de testemunhas, assim como o registro da câmeras, ele foi espancado por cinco pessoas com pedaços de pau.

A família do jovem relatou que, no momento em que foi atacado, ele estava no quiosque para cobrar diárias de pagamento atrasadas. Ele trabalhava em um quiosque da orla.

“Eles conheciam o meu filho e tiraram a vida dele. Se houve algum problema, eles não poderiam matá-lo”, acrescentou.

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