Conass faz apelo pela obrigatoriedade de máscaras: “Indispensável”

Presidente do Conass e secretário estadual de Saúde do Maranhão, Carlos Lula reitera que o uso do equipamento deve ser indispensável

atualizado 08/10/2021 8:51

Carlos Eduardo LulaReprodução/Redes Sociais

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) publicou, nesta sexta-feira (8/10), um pedido para que gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) mantenham a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção facial para prevenir a Covid-19.

O texto, assinado pelo presidente do Conass e secretário estadual de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, reitera que o uso de máscaras deve ser “estratégia indispensável ao sucesso de nossos esforços contra a pandemia”.

A nota é uma reação às medidas para desobrigação do uso de máscaras, anunciadas nesta semana por cidades e estados de diversas regiões do país.

Na quarta-feira (6/10), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que analisa quando e se vai desobrigar o uso do item de proteção. O anúncio sobre a decisão será no dia 18 de outubro.

A Prefeitura de Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro, desobrigou o uso de máscaras de proteção contra a Covid-19 em locais abertos e fechados nessa terça-feira (5/10).

O Ministério Público e a Defensoria Pública do estado pediram ao Tribunal de Justiça que a medida fosse suspensa. As promotoras responsáveis pelo caso alegaram a baixa cobertura vacinal na cidade e a falta de embasamento científico para a liberação.
Em nota, o presidente do Conass citou exemplos de países que derrubaram medidas restritivas e o uso de acessórios de proteção facial e enfrentaram, posteriormente, o aumento de casos e óbitos por Covid-19.
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“É preciso que estejamos atentos às experiências frustrantes de alguns países que, acreditando ter superado os riscos, suspenderam a obrigatoriedade do uso de máscaras, afrouxaram as medidas de prevenção e, por isso mesmo, tiveram recrudescimento importante do número de casos e de óbitos, obrigando-os a retroceder”, pontuou. Carlos Lula frisou que o momento atual exige “cautela e prudência”. Segundo o secretário de Saúde, a proteção da população não deve ser deixada de lado para priorizar outros interesses.

“Outros interesses que não os da proteção da população não podem se sobrepor à salvaguarda de nosso mais importante patrimônio: a vida e a saúde de todos os brasileiros”, concluiu.
Ministério da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou, na quarta-feira (6/10), que não falta muito para o brasileiro saber quando e como ocorrerá a recomendação federal para a desobrigação do uso de máscaras, mas evitou precisar uma data. “Em breve nós vamos anunciar”, disse.

“A ideia é fazer isso de forma gradual, ao ar livre, né? Por exemplo, em um estádio de futebol, um evento. Então, tem que ver o número de público, enfim”. O chefe da Saúde reforçou que tais questões são tratadas pela área técnica da pasta e logo será informado.

Sobre a liberação em locais como Duque de Caxias e São Paulo, Queiroga comentou: “Cada cidade tem um momento epidemiológico diferente, né? E um ambiente pandêmico, né? É um ambiente de grande efervescência, política, social, sanitária. E todos nós ficamos muito ansiosos com essa questão da pandemia. Vamos trabalhar pra trazer mais tranquilidade sanitária ao país. É isso que eu tenho trabalhado fortemente”.

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