Comissão da Câmara aprova PEC sobre fundos de municípios e regionais
Relator propõe ampliar repasses aos municípios e criar fundos de financiamento para as regiões Sul e Sudeste

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 231/2019 aprovou, nesta quinta-feira (2/7), o relatório apresentado pelo deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).
O texto amplia os repasses ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e cria fundos constitucionais de financiamento para as regiões Sul e Sudeste.
Pela proposta, a União passará a destinar mais 1% da arrecadação do Imposto de Renda (IR), do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto Seletivo ao FPM. O repasse adicional será feito anualmente, no primeiro decêndio de março.

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Ver todasSegundo o relator, a medida fortalece o pacto federativo e amplia a capacidade financeira dos municípios, especialmente daqueles mais dependentes das transferências da União para manter serviços públicos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO texto também cria dois fundos constitucionais de financiamento, um para a Região Sul e outro para a Região Sudeste. Cada um receberá o equivalente a 1% da arrecadação dos tributos abrangidos pela proposta.
Os recursos serão destinados a programas de apoio ao setor produtivo por meio de instituições financeiras regionais. O objetivo é ampliar a oferta de crédito e estimular investimentos em infraestrutura, inovação e desenvolvimento econômico.
Arnaldo Jardim afirma que, apesar da força econômica das duas regiões, há municípios com baixos indicadores sociais e dificuldades de acesso a financiamento. Para ele, os novos fundos podem ajudar a reduzir desigualdades e incentivar a atividade produtiva.
As estimativas do relatório apontam que o aumento de 1% no FPM representará R$ 10,7 bilhões em 2027 e R$ 11,2 bilhões em 2028 para os municípios.
Já os fundos do Sul e do Sudeste receberiam, individualmente, R$ 10,7 bilhões em 2027 e R$ 11,2 bilhões em 2028. Juntos, os dois mecanismos movimentariam R$ 21,4 bilhões em 2027 e R$ 22,4 bilhões no ano seguinte.
O parecer destaca que os repasses ao FPM terão impacto direto sobre o resultado primário da União. Já os recursos destinados aos fundos regionais serão classificados como despesas financeiras.
O substitutivo também elimina a vinculação de parte do novo repasse ao Fundeb. Com isso, o adicional de 1% destinado ao FPM seria transferido integralmente aos municípios.



