Comissão da Câmara aprova 14º salário a aposentados do INSS
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ)

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou, nessa quarta-feira (24/11), proposta que assegura, apenas nos anos de 2020 e 2021, o pagamento em dobro do abono anual devido aos segurados e dependentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), também conhecido como 13º salário.
As parcelas do abono serão pagas no mês de março dos anos de 2022 e 2023. O valor do 13º salário, entretanto, será limitado a dois salários mínimos. Receberão aposentados, pensionistas e beneficiários da Previdência Social que tiveram auxílios diversos durante o ano.
O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) é o autor do Projeto de Lei (PL) n.º 4.367/2020. A aprovação do texto foi recomendada pelo relator, deputado Fábio Mitidieri (PSD-SE).

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Ver todasDe acordo com o relator, a concessão do benefício em dobro, uma espécie de 14º salário, tem o objetivo de reduzir o impacto econômico da pandemia entre os segurados da Previdência.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Além de ser composto, em sua maioria, por pessoas de baixa renda, seus benefícios foram severamente corroídos pela inflação que assola o País desde 2020 e que também deverá ser elevada em 2021”, afirmou Mitidieri. O parlamentar ainda declarou que grande parte dos beneficiários não possui mais a capacidade laboral para poder recompor o sustento por meio de trabalho.
Apesar de já ter sido aprovada pela Comissão de Finanças, a proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovada, seguirá para o Senado.
Adequações
O deputado Fábio Mitidieri apresentou três emendas saneadoras para adequar o projeto à legislação fiscal, que exige medidas de compensação financeira para políticas que alargam as despesas públicas. A concessão desse 14º salário terá um impacto, segundo avaliação do governo, de R$ 39,26 bilhões no ano passado e de R$ 42,15 bilhões neste ano.
O deputado afirma que a adequação financeira proposta é baseada em “três pilares”: o aumento das alíquotas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre os setores financeiro e de combustíveis entre 2022 e 2023; o redirecionamento dos dividendos arrecadados de estatais dos setores bancário e de combustíveis (Petrobras) até 2023 para o financiamento do programa; e a revogação de diversas isenções fiscais.
Essas isenções são as mesmas que o governo sugeriu acabar por meio do Projeto de Lei n.º 3.203/2021 e geram uma economia de R$ 22 bilhões. Segundo avalia Mitidieri, a soma das três medidas compensatórias viabiliza recursos suficientes para a concessão do pagamento em dobro do abono.



