Comandante morta por PRF: feminicídio foi premeditado, diz delegada

Polícia encontrou bolsa de ferramentas que o PRF usou para invadir a casa da comandante da Guarda Municipal de Vitória

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1 de 1 Imagem colorida de Dayse Barbosa - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil suspeita que o feminicídio da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, na madrugada desta segunda-feira (23/3), foi planejado pelo policial rodoviário federal Diego Oliveira.

A titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, a delegada Raffaella Aguiar, disse que foram encontradas ferramentas e elementos na cena do crime que indicam premeditação.

Dayse foi morta com cinco tiros na cabeça enquanto dormia. Diego tirou a própria vida após o crime. 

Segundo a delegada, os vestígios colhidos na cena do crime sugerem que o ato foi premeditado. O PRF usou uma escada e ferramentas para invadir a casa.

“Ele levou ferramentas para romper a porta, levou uma escada. Ele arrombou a porta da casa dela. Então, nisso tudo você vê um planejamento para que ele pudesse matá-la”, disse.
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Dayse Barbosa deixou uma filha, de 8 anos
Dayse Barbosa foi a primeira mulher a comandar a Guarda de Vitória em mais de 20 anos de instituição
Dayse Barbosa foi assassinada a tiros pelo namorado
Dayse Barbosa foi morta pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza
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A perita-geral adjunta da Polícia Científica do Espírito Santo, Daniela de Paula, confirmou que havia sinais de arrombamento na casa e as ferramentas apreendidas.

“Nessa bolsa tinha diversas ferramentas. Tinha a caixa, a chave de corte, tinha a faca, tinha também álcool. Ele realmente levou tudo isso para o espaço”, disse.

Controlador e ciumento

Segundo a delegada Rafaela Aguiar, o PRF não aceitava o fim do relacionamento e agia de forma controladora e ciumenta.

Ela também afirmou que a vítima nunca registrou boletim de ocorrência contra Diego nem relatou situações aos colegas da corporação. No entanto, após a morte, a polícia recebeu relatos sobre a relação conturbada dos dois, inclusive, do próprio pai de Dayse.

“As primeiras informações são de que ele não aceitava o fim do relacionamento. Não tinha nada formalizado. Agora, depois que aconteceu o crime, começaram as pessoas a comentar que ele era ciumento, possessivo, extremamente controlador”, disse Aguiar.

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