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Eleições 2026Brasil

Com vice do PL, PSD lança Dr. Furlan ao governo do Amapá

Ex-prefeito de Macapá lidera corrida eleitoral com 65% dos votos, segundo o Paraná Pesquisas

21/07/2026 18:46
Reprodução/Redes sociais
Dr. Furlán é prefeito de Macapá

O PSD oficializou, na segunda-feira (20/7), a candidatura de Dr. Furlan ao governo do Amapá. O ex-prefeito de Macapá terá como candidata à vice a deputada estadual Luciana Gurgel (PL).

Dr. Furlan é ex-prefeito da capital, Macapá. Ele deixou a prefeitura no começo de março após ser afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Paroxismo, que apura suspeitas de fraudes em licitações na área da saúde. Furlan nega as irregularidades.

Para o Senado, a chapa será composta pela ex-primeira-dama de Macapá Rayssa Furlan (Podemos) e pelo senador Lucas Barreto (PSD). A coligação já conta com a formalização de quatro partidos: PSD, Podemos, PL e o Novo.

Apesar da coligação ter três candidatos à presidência, com Ronaldo Caiado (PSD), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), a chapa encabeçada por Furlan deverá manter a neutralidade.

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Pesquisas eleitorais

Segundo o levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira (21/7), Furlan lidera a disputa com 65,5% das intenções de voto em dois cenários testados contra o atual governador, Clécio Luís (União Brasil), que pontua 26,3%.

MP questiona candidatura e TRE nega

Como mostrado pelo Metrópoles, na Manoela Alcântara, o Ministério Público Eleitoral do Amapá (MPE-AP) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral que só aceite o registro de candidatura de Dr. Furlan quando a ação que discute sua elegibilidade for concluída.

A ação cautelar extraordinária ocorreu antes mesmo de o pré-candidato apresentar à Justiça Eleitoral o requerimento individual de registro, feito mais tarde nesta terça-feira (21/7). Horas depois, a Corte Eleitoral extinguiu a ação.

O relator do caso, desembargador Rommel Araújo de Oliveira, considerou a via judicial escolhida inadequada e apontou ausência de interesse processual no pedido.

No documento, o MP ressalta que o registro só deve ser concedido após a publicação do acórdão que vier a ser proferido no caso que apura suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024. O julgamento está marcado para a quarta-feira (22/7).