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Eleições 2026Brasil

Com troca de farpas, presidenciáveis estreiam propaganda eleitoral na TV

Propagandas eleitorais foram exibidas pela primeira vez na TV neste sábado (29/8), após a estreia no rádio pela manhã

29/08/2026 14:21
Tribunal Superior Eleitoral
Imagem colorida mostra Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado e Cury - Metrópoles

Depois da estreia no rádio pela manhã, os candidatos à Presidência da República fizeram, neste sábado (29/8), a primeira aparição no horário eleitoral gratuito na televisão.

Exibida das 13h às 13h12, a propaganda teve apresentação dos candidatos, propostas e críticas aos adversários, com temas como economia, segurança, direitos das mulheres e soberania.


Como funciona a propaganda dos presidenciáveis

  • A propaganda eleitoral gratuita começou em 28 de agosto e será exibida até 1º de outubro, no primeiro turno.
  • Os presidenciáveis têm 12 minutos e 30 segundos por bloco. Lula tem 5min31s; Flávio Bolsonaro, 4min20s; Ronaldo Caiado, 2min02s; e Augusto Cury, 35 segundos.
  • No primeiro dia, a ordem foi Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro e Lula. Nos programas seguintes, o candidato que encerra o bloco passa a abrir o próximo.
  • Além dos blocos, os candidatos têm direito a inserções ao longo da programação das emissoras, que somam 14 minutos por dia para a disputa presidencial.
  • O tempo de cada candidato é definido principalmente pela representação dos partidos, federações e coligações na Câmara dos Deputados.

Flávio Bolsonaro (PL) dedicou parte da propaganda às mulheres, citando a mãe, a esposa e as filhas, além de abordar questões econômicas, como os juros elevados e o preço dos alimentos.

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Lula (PT) iniciou o programa com críticas a Flávio. A propaganda apresentou um “currículo” da trajetória política do senador e fez acusações relacionadas ao período em que ele exerceu mandato parlamentar, incluindo referências a suposto vínculo com funcionário fantasma, ao caso das rachadinhas e ao Banco Master.

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O programa do petista abordou temas como soberania nacional, avanços nas áreas de educação e saúde e políticas de proteção a mulheres, idosos e crianças.

Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) mantiveram na televisão a linha apresentada no rádio, com espaço para a apresentação das próprias trajetórias e críticas ao PT.

Candidatos como Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), além dos demais concorrentes cujas legendas não cumpriam os critérios da cláusula de desempenho, não tiveram tempo na propaganda eleitoral gratuita em rede.

Flávio faz aceno às mulheres

Flávio Bolsonaro abriu a propaganda eleitoral fazendo uma comparação entre o que chamou de “Brasil do Lula” e o “Brasil real”. O candidato criticou a situação econômica, citando o preço dos alimentos e o endividamento das famílias. Também falou sobre segurança pública. “Todo mundo concorda que o Brasil não tá bom do jeito que tá”, afirmou.

Em seguida, dedicou parte do programa à família e ao papel das mulheres em sua trajetória. A estratégia busca aproximá-lo de um segmento do eleitorado em que o candidato enfrenta maior resistência. Flávio falou sobre a mãe, a esposa, Fernanda, e as filhas, Luísa e Carol, destacando a influência delas em sua vida.

“Bom, todo mundo conhece meu pai, né? Mas, ó, minhas filhas, minha esposa, minha mãe me fizeram ser assim, do jeito que eu sou. […] Lá em casa quem manda são elas”, disse Flávio.

No fim, reforçou a defesa do combate ao crime e às facções. “Eu me preparei a vida toda, e eu estou pronto pra fazer o Brasil vencer”, declarou.

Lula critica Flávio e defende soberania nacional

A campanha de Lula começou a propaganda com ataques a Flávio Bolsonaro (PL), apresentando o “currículo” do senador. A peça diz que o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) “iniciou a carreira como funcionário fantasma de um gabinete em Brasília” e menciona o caso das rachadinhas e o do Banco Master. Ao fim, a peça classificou Flávio como “o pior dos Bolsonaro”.

“Denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha. Homenageou o líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro. Foi flagrado pela Polícia Federal pedindo R$ 134 milhões no escândalo do Banco Master. Não dá pra confiar nesse sujeito. Flávio, o pior dos Bolsonaro”, declarou a campanha do petista.

A soberania nacional também ganhou espaço na propaganda, em meio ao embate político entre Lula, família Bolsonaro e sobre a relação do Brasil com os Estados Unidos. O tema tem sido explorado pela campanha petista desde o aumento das tensões com o governo de Donald Trump e o apoio do presidente americano ao campo bolsonarista. Na peça, Lula é apresentado como defensor dos interesses brasileiros e alguém que “enfrenta os poderosos”.

A propaganda também destacou o respeito internacional pelo país e a defesa de uma indústria nacional forte. “Lula é uma pessoa perfeita para defender porque ele defende a soberania, ele defende o que é nosso”, diz um trecho.

Na sequência, a campanha destacou ações e propostas nas áreas de economia, emprego, educação, saúde e segurança. Entre os pontos mencionados estão políticas de proteção a mulheres, idosos e crianças, o combate às facções criminosas e ao crime organizado, além do desconto de 80% na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e da defesa do fim da escala 6×1, sem redução salarial.

Caiado mantém foco em trajetória e segurança

Ronaldo Caiado usou os 2 minutos e 2 segundos de propaganda para apresentar a trajetória política e destacar a atuação na segurança pública. A campanha relembrou a carreira como médico, a passagem pelo governo de Goiás e as ações nas áreas de segurança, saúde e educação.

O programa também resgatou a atuação de Caiado como liderança ruralista e fez críticas ao PT, principalmente em relação à segurança pública e aos conflitos no campo. “É guerreiro todo dia”, destaca a propaganda.

Cury critica corrupção e se apresenta como alternativa

Em 35 segundos, Augusto Cury concentrou a propaganda em críticas à corrupção e à política tradicional. O candidato citou casos como o mensalão e questionou o eleitor sobre a continuidade do cenário atual. “É isso que vocês querem? Mais quatro anos?”, perguntou.

Na sequência, Cury defendeu a necessidade de “curar o Brasil”, fazendo referência à própria atuação como escritor e especialista em saúde mental.