
Com Lula e sem Flávio: como foi 1ª propaganda dos candidatos de SP no rádio
Veiculação de horário eleitoral em rádio e TV começou nesta sexta (28/8). Candidatos ao governo e Senado por SP se apresentaram ao eleitor

A primeira veiculação do horário eleitoral em rádio começou, na manhã desta sexta-feira (28/8), com candidatos ao Senado e ao governo de São Paulo se apresentando e focando em feitos para chamar a atenção do eleitor. Enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) se colocou como o político que “faz”, Fernando Haddad (PT) usou o espaço para dizer que São Paulo “pode mais”.
Na disputa pelas vagas no Senado, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) destacaram parcerias com Tarcísio para atrair o eleitor, já Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) não citaram Haddad neste primeiro momento.
Sem Flávio e com Lula
O programa dos candidatos ao Palácio dos Bandeirantes começou com Tarcísio, que tenta a reeleição e tem o maior tempo para o horário eleitoral. Em seu primeiro programa, o governador de São Paulo se apresentou como “o cara boa praça que é gente como a gente” e não falou diretamente de obras e entregas feitas ao longo dos três anos e meio de gestão. Tarcísio também se colocou como uma figura pragmática, afirmando que São Paulo é “um país dentro do Brasil” e que “uma locomotiva desse tamanho exige um condutor com os pés no chão”.
O governador afirmou que gostaria que a gestão dele fosse lembrada como um governo de coragem, que resolveu situações inacabadas. “São Paulo tinha se acostumado com algumas coisas que pareciam impossíveis, obra que não terminava, projeto que passava de governo para governo, que pareciam que nunca seriam resolvidas”, disse Tarcísio, em crítica às gestões anteriores — o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), hoje vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi quem passou mais tempo à frente do estado com quatro mandatos entre 2001 e 2006 e entre 2011 e 2018. O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) não apareceu ou foi citado ao longo do programa.
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Ver todasJá Haddad falou de seus feitos à frente dos ministérias da Educação e da Fazenda e da Prefeitura de São Paulo. Ele pede que os eleitores deixem a polarização de lado na hora de votar para governador: “Enfrentei crises e interesses de poderosos para beneficiar a maioria. Se você retirar o véu das paixões políticas, examinar os fatos e me der uma chance, eu assumo o compromisso: vou recolocar São Paulo num lugar de onde ele nunca deveria ter saído”.
O programa tentou aproximar o petista e do eleitor citando programas como Prouni, Desenrola, a isenção do imposto de renda até R$ 5 mil e a criação dos Institutos Federais. O presidente Lula apareceu apenas no fim, com a reprodução de uma fala durante o lançamento da candidatura de Haddad em Campinas, em julho deste ano.
Senado
Com tempo maior que seus concorrentes ao Senado, a chapa formada por Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) trouxe Tarcísio para a propaganda. A dupla aposta na associação com o governador, que lidera as pesquisas de intenção de voto, para conquistar o voto dos paulistas.
Derrite foi o primeiro a ter sua peça reproduzida e focou no tema da segurança pública, sua área de atuação. “Como deputado federal fui autor da lei que acabou com a saidinha de presos e o relator da lei anti facção”, disse, citando também seu trabalho como secretário de segurança pública de São Paulo.
André do Prado, menos conhecido que os demais candidatos ao Senado, usou o espaço para se apresentar. Presidente da Assembleia Legislativa (Alesp), ele se colocou como “braço direito do Tarcísio”. “Você pode ainda não me conhecer, mas com certeza o resultado do meu trabalho já fez diferença na sua vida”, afirmou o candidato.
Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) não citaram Lula (PT) nem Fernando Haddad (PT) nesta primeira inserção, direcionando as peças para se apresentarem ao eleitor.
Marina lembrou sua trajetória política, como o fato de ter sido a senadora mais jovem do país, e citou reconhecimentos recebidos ao longo da carreira. Para reforçar a relação com São Paulo, onde vive há anos, disse que recebeu o título de cidadã paulistana em 1994 e lembrou que foi deputada federal pelo estado. “Com essa experiência quero ser senadora para ajudar São Paulo a ser o estado propulsor do seu próprio desenvolvimento e do Brasil”, afirmou.
Usando um jingle sertanejo como trilha sonora, Simone Tebet (PSB) disse que o eleitor “já me conhece”, lembrando que foi candidata à Presidência, além de ter sido deputada, senadora, ministra, vice-governadora e prefeita. Tebet agradeceu os votos recebidos em São Paulo na disputa de 2022, quando concorreu ao Palácio do Planalto, e disse que quer ser senadora pelo estado agora. “A gente precisa de um outro jeito de fazer as coisas, com mais moderação, diálogo e respeito”, afirmou.
A candidata Soninha Francine, que disputa o Senado pelo Cidadania, usou seu tempo para focar em propostas para o combate à violência contra a mulher. “Precisamos de recursos federais para mais centros de referência da mulher nos municípios”, disse.
Geraldo Rufino (Podemos) se apresentou como um candidato “do povo”. “Brasília está cheia de gente que nunca dormiu preocupada com o amanhã. Não vou ser mais um deles, vou ser você”, afirmou.
Também candidato ao Senado, Ricardo Salles (Novo), que tenta ocupar uma das vagas pela direita, não teve tempo no rádio porque seu partido não atingiu a cláusula de barreira.



