Com foco na classe média, Lula faz 2ª reunião ministerial do ano

Encontro deve servir para alinhar ações e prioridades para o segundo semestre do ano que antecede as eleições

atualizado

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1 de 1 imagem colorida reuniao ministerial lula palacio do planalto - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou ministros para uma reunião, na terça-feira (26/8), com o objetivo de alinhar as ações do governo nessa reta final de ano. Esta é a segunda vez em 2025 que o chefe do Planalto reúne toda a equipe do primeiro escalão. A última ministerial ocorreu em janeiro.

Durante o encontro, o chefe do Planalto deve abordar o plano de resposta ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e orientar auxiliares no discurso sobre o tema. Como mostrou o Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, o governo planeja divulgar um novo slogan. O mote vai explorar a defesa da soberania do país, com menção às palavras “povo brasileiro”.

Além disso, o titular do Executivo deve usar o encontro para cobrar entregas. De acordo com auxiliares, a reunião de trabalho abordará as metas executadas pelos ministérios até o momento e o que ainda precisa ser cumprido. O encontro é importante para fechar as prioridades do governo no segundo semestre do ano que antecede as eleições.


Reunião ministerial

  • Nesta terça, o presidente volta a reunir auxiliares em uma reunião ministerial. O objetivo é alinhar ações e pioridades para o segundo semestre.
  • Encontro acontece em meio a uma recuperação na popularidade do chefe do Executivo. De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, a aprovação de Lula subiu pela segunda vez seguida e chegou a 46%. Apesar disso, a desaprovação ainda é maior, com 51%.
  • Ainda que o governo tenha entregado uma parcela das promessas de campanha, como o programa para redução de filas no SUS e a saída do Brasil do Mapa da Fome, há propostas que até o momento não foram concretizadas.
  • É o caso da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, que ainda está em análise no Congresso.
  • Além disso, o governo trabalha em projetos voltados à classe média e o público mais pobre, de olho nas eleições de 2026.

Prioridades

O presidente tem planejado novos programas mirando o eleitorado de classe média e na população mais pobre. Um deles é o programa de crédito para reforma de casas que está sendo desenhado pelo Ministério das Cidades. Além disso, a pasta discute, junto ao Banco Central, uma mudança no modelo de financiamento habitacional, para facilitar o acesso ao crédito por parte da população de classe média. Nessa semana, Lula se reuniu com auxiliares para debater a proposta.

Outra prioridade do governo é o projeto que pretende isentar do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil e ampliar a tributação sobre os chamados “super-ricos”. Essa é uma das principais promessas de campanha do petista.

Na última quinta-feira (21/8), a Câmara dos Deputados aprovou a urgência da proposta. O relator, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), ampliou a redução da alíquota para quem ganha até R$ 7.350 — o projeto enviado pelo governo previa R$ 7 mil.

Há ainda outra proposta, esta voltada para o público de baixa renda. Em reunião com auxiliares nessa semana, o presidente definiu pela criação de vouchers para retirada de botijões de gás em distribuidoras. A mudança representa uma nova modalidade do Auxílio Gás e vai beneficiar famílias inscritas no Cadastro Único.

Para além da gratuidade do gás para famílias mais pobres, o governo estuda formas de reduzir o preço do botijão nas distribuidoras. O valor cobrado já foi alvo de críticas por parte do presidente em diferentes ocasiões.

A Petrobras aprovou o retorno à distribuição de gás. Com isso, na prática, a estatal poderá voltar a vender diretamente ao consumidor, o que não ocorre há mais de cinco anos, desde a privatização da Liquigás.

Outras apostas

Na linha de medidas que buscam melhorar a popularidade do governo está a proposta de acabar com a obrigatoriedade da autoescola para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo o Ministério dos Transportes, responsável por elaborar o projeto, a mudança reduziria o custo da habilitação em 80%. A ideia, no entanto, desagradou o setor, que projeta o fechamento de cerca de 15 mil empresas se a medida avançar.

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