Com Eduardo Bolsonaro, ato irá celebrar 58 anos da Marcha da Família
Ives Gandra também é um dos convidados. Em 1964, Marcha da Família antecedeu golpe que culminou em 21 anos de ditadura militar no Brasil
atualizado
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São Paulo – No próximo sábado (19/3), será realizado em São Paulo um evento para comemorar os 58 anos da Marcha da Família, protesto que antecedeu o golpe de 1964, que culminou nos 21 anos de ditadura militar no Brasil.
O evento terá participação do deputado Eduardo Bolsonaro (União-SP); do advogado Ives Gandra Martins; do ex-senador Magno Malta; da secretária nacional da Família, Angela Gandra; entre outros ativistas de direita, representantes de entidades e políticos a serem confirmados.
Allan dos Santos, criador do site Terça Livre e considerado foragido da Justiça brasileira, foi convidado para participar do ato, mas ainda não confirmou a presença.
No site de venda de ingressos do evento, que será realizado em um hotel na capital paulista, os organizadores dizem que “a celebração irá unir a tradição e o futuro da sociedade brasileira, em um profundo debate de ideias”.
Movimento de 1964
O texto ainda informa que serão incluídos “testemunhos de pessoas que participaram da Marcha da Família em 1964, e debates sobre as perspectivas da nova geração de movimentos conservadores que surgiram no Brasil na década passada”.
Alguns dos movimentos conservadores que irão ser representados no ato são o Brasil Agro Verde e Amarelo, o Movimento Família Brasileira, o MP Pró-Sociedade e a Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil.
A Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi um movimento que surgiu em março de 1964 voltando-se contra as reformas do então presidente João Goulart. O ato uniu setores da classe média que temiam o “perigo comunista” e pediam a deposição do presidente.
A primeira dessas manifestações ocorreu em São Paulo, em 19 de março. Em 31 de março, foi deflagrado o golpe militar no país.
