CNH: projeto propõe um ano de suspensão por ultrapassagem perigosa
Proposta do deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE) prevê multa de R$ 2.934,70. Texto tramita em duas comissões da Câmara dos Deputados

Um projeto de lei (PL) em tramitação na Câmara dos Deputados quer mudar o Código de Trânsito Brasileiro. A proposta de autoria do deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE) define como infração gravíssima realizar ultrapassagens perigosas e dirigir de maneira irresponsável, colocando a vida das pessoas em risco.
O texto estabelece também a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por 12 meses de quem for pego em algum desses atos.
A proposta esclarece que será considerada ultrapassagem perigosa ou dirigir de maneira perigosa “qualquer manobra em desacordo” com as normas estabelecidas no código de trânsito, que coloque a vida das pessoas em risco.

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Ver todasCaso o texto seja aprovado pelo Congresso Nacional, além da suspenção da CNH, a multa aplicada será de R$ 2.934,70 – dez vezes o valor base da multa gravíssima. Haverá também a aplicação de sete pontos na carteira. Caso o motorista cometa alguma dessas infrações em reincidência, a suspensão de 12 meses será dobrada.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO texto proíbe ainda que motoristas multados por essas infrações sejam proibidos de dirigir em rodovias ou estradas pelo período mínimo de dois anos.
“A aplicação de penalidades mais severas, como a proibição de circulação em rodovias e estradas, para condutores flagrados nessas condutas perigosas, é uma medida necessária para desencorajar tais comportamentos e proteger a integridade física e a vida dos cidadãos”, justifica o deputado no projeto.
“Ao estabelecer um período de suspensão da habilitação para esses condutores, estamos não apenas punindo a infração cometida, mas também buscando promover uma reflexão sobre a responsabilidade individual no trânsito e os potenciais impactos negativos de ações irresponsáveis”, complementa.
Apresentada em abril deste ano, o texto foi despachado para as comissões de Viação e de Constituição e Justiça (CCJ). Ambas vão analisar a proposta em caráter terminativo, ou seja, quando terminar de ser analisado pela CCJ, o projeto vai direto ao Senado, sem precisar passar pelo plenário da Câmara.
No momento, a proposta está parada em ambas as comissões sem a definição de relatores. Não há nenhuma previsão de que a proposta deva andar nos próximos meses. Como mostrou o Metrópoles, a Câmara terá um total de nove dias úteis de trabalho durante o período eleitoral, de agosto a setembro.



