Clima: último sábado de maio enfrenta temporais e calorão pelo país

Estes sábado e domingo serão marcados por uma forte divisão nas condições meteorológicas em todo o território nacional

atualizado

metropoles.com

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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Clima DF
1 de 1 Clima DF - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O último fim de semana de maio será marcado por uma forte divisão nas condições meteorológicas em todo o território nacional. Enquanto o sábado (30/5) reserva alertas de chuva moderada a forte para pontos das regiões Sul e Sudeste, além de temporais localizados na faixa litorânea do Nordeste e no extremo norte do país, o Centro-Oeste e o interior nordestino seguem sob o domínio do calor e do tempo firme.

Para este domingo (31/5), a tendência aponta para uma perda de força das instabilidades na Região Sul, enquanto o risco de pancadas fortes e tempestades isoladas persiste sobre o Norte e a costa do Nordeste.

Na Região Sul, o sábado já começa com tempo instável e fechado em decorrência da atuação de um cavado em médios níveis da atmosfera. O sistema provoca chuvas com intensidade de moderada a forte desde as primeiras horas do dia no sul, sudoeste, interior e leste do Paraná, bem como em grande parte de Santa Catarina.

No Rio Grande do Sul, os volumes mais expressivos se concentram na Serra Gaúcha, norte e nordeste do estado, enquanto a Grande Porto Alegre registra apenas chuva fraca. A tendência é que as instabilidades percam força entre a tarde e a noite, mas as temperaturas seguem amenas devido ao ar frio e à cobertura de nuvens.

No Sudeste, o destaque é o contraste entre o comportamento do litoral e do interior. A circulação marítima mantém o céu nublado e com chuva fraca e isolada na costa paulista, no Espírito Santo, e em quase todo o estado do Rio de Janeiro.

Em contrapartida, a combinação de um cavado com o transporte de umidade ganha força no interior da região, provocando pancadas moderadas a fortes e trovoadas no norte e nordeste de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no sul e sudoeste de Minas Gerais. O dia deve ser de temperaturas agradáveis no centro-sul paulista e no território fluminense.

Na contramão da instabilidade

A Região Centro-Oeste, por sua vez, caminha na contramão da instabilidade e garante um sábado de tempo firme, sol entre poucas nuvens e forte calor na maior parte de sua extensão. Pequenas exceções se aplicam ao estado de Mato Grosso do Sul, que pode registrar aumento de nebulosidade e chuva fraca e isolada no sul, oeste e norte, além de pancadas muito localizadas no sul de Goiás.

O principal alerta para os moradores da região central vai para os baixos índices de umidade relativa do ar, que devem despencar para marcas abaixo dos 30% no interior de Mato Grosso e no oeste goiano.

No Nordeste, as atenções estão voltadas para o perigo de volumes elevados e temporais na faixa litorânea. O transporte de umidade do mar provoca chuvas volumosas desde cedo entre Salvador e Porto Seguro, na Bahia, com risco iminente de alagamentos na capital baiana e no Recôncavo Baiano.

Tempestade e chuva intensa

O aviso de tempestade e chuva intensa se estende para o trecho que vai de Natal (RN) ao litoral de Pernambuco, além da costa do Ceará e do Maranhão, impulsionado pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Já o interior nordestino permanece sob o padrão veranista de muito calor, ar seco e rajadas de vento de até 50 km/h.

A Região Norte repete as condições climáticas de dias anteriores, onde a combinação de calor abafado e alta disponibilidade de umidade se alia à ZCIT para criar tempestades severas. Roraima, Amapá, bem como o norte e o oeste do Amazonas e do Pará estão na rota de pancadas fortes em curto período, com rajadas de vento e descargas elétricas.

Cenário oposto será vivido nas áreas localizadas mais ao sul da região: os estados de Rondônia e Tocantins, juntamente com o centro-sul paraense, terão um sábado ensolarado e de tempo estável, com índices de umidade também inferiores a 30% no solo tocantinense.

Finalmente, as projeções para o domingo mostram uma sutil reorganização das massas de ar pelo país. As instabilidades que castigam o Sul devem gradualmente se dissipar, abrindo espaço para o retorno do tempo firme na maior parte dos três estados meridionais.

Nas demais regiões, contudo, o desenho climático se repete: o interior do Centro-Oeste e o Sertão do Nordeste mantêm o bloqueio atmosférico que impede a formação de chuva e favorece os baixos índices de umidade, enquanto a faixa que engloba o litoral nordestino e o extremo norte do Brasil continua vulnerável a pancadas isoladas de forte intensidade.

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