Governo vai devolver R$ 273 milhões ao Ministério da Ciência

Projeto sancionado por Bolsonaro cortou R$ 600 milhões da ciência e remanejou para outros setores. Pedido veio do ministro Paulo Guedes

atualizado

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Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
Paulo Guedes em coletiva de imprensa
1 de 1 Paulo Guedes em coletiva de imprensa - Foto: Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

O governo federal irá devolver ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) quase metade (45%) dos R$ 600 milhões em crédito suplementar que foram cortados da pasta. A transferência da verba para outras áreas foi feita a pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes.

A informação de que parte do montante será devolvida foi confirmada ao Metrópoles pelo deputado federal Aliel Machado (PSB-PR), que é presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara.

“Estive conversando com a equipe do [ministro da Economia] Paulo Guedes e fui informado, na semana passada, que foi liberado R$ 273 milhões”, disse o parlamentar. Ele também declarou ter confirmado a informação com integrantes do MCTI.

Segundo Aliel, toda a documentação já foi preparada pelos ministérios da Economia e da Ciência, Tecnologia e Inovações. Agora, o deputado aguarda o envio de um projeto de lei pela Secretaria de Governo (Segov), o que deverá ocorrer no início desta semana.

Os ministérios da Economia, da Ciência e Tecnologia e a Segov foram procurados pela reportagem, mas ainda não confirmaram a devolução do montante.

O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara afirmou que continuará pressionando pela liberação do restante dos recursos. “Vamos continuar brigando muito. Temos um orçamento da ciência totalmente prejudicado. Isso é o mínimo do mínimo, já que temos projetos e bolsas paralisados e pesquisas que estão correndo risco, em um dos momentos em que mais se precisa da ciência”, disparou o deputado.

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Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, tenente-coronel Marcos Pontes
O tenente-coronel Marcos Pontes, conhecido por ser o primeiro astronauta brasileiro, foi ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações
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Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, tenente-coronel Marcos Pontes

Jp Rodrigues/Especial Metrópoles
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O tenente-coronel Marcos Pontes, conhecido por ser o primeiro astronauta brasileiro, foi ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações
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O tenente-coronel Marcos Pontes, conhecido por ser o primeiro astronauta brasileiro, foi ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações

Igo Estrela/Metrópoles

O corte de R$ 600 milhões foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em outubro deste ano. O valor, inicialmente destinado à ciência, fora remanejado para outros sete ministérios. A mudança foi sugerida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

A situação contrariou o próprio ministro da Ciência, Marcos Pontes, que expôs o descontentamento em uma rede social.

“Falta de consideração. Os cortes de recursos sobre o pequeno orçamento de Ciência do Brasil são equivocados e ilógicos. Ainda mais quando são feitos sem ouvir a comunidade científica e o setor produtivo. Isso precisa ser corrigido urgentemente”, criticou Pontes, no Twitter.

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