“Choque mecânico intenso”, diz especialista sobre ataque de tubarão
João Lucas Nemézio, de 11 anos, sofreu um ataque de tubarão no Recife nesse domingo (31/5) e precisou amputar a perna esquerda
atualizado
Compartilhar notícia

Danise Alves, secretária-executiva do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarão (Cemit), detalhou o ataque de um tubarão-cabeça-chata contra uma criança, de 11 anos, na Praia de Piedade, em Pernambuco. Ao Metrópoles, a especialista disse que o menino perdeu uma das pernas devido à mordida desta espécie: “Choque mecânico muito intenso”.
A vítima, identificada como João Lucas Nemézio, de 11 anos, sofreu o ataque de tubarão nesse domingo (31/5) e precisou amputar a perna esquerda no Hospital de Restauração após o incidente.
“A mordida podia ter até mesmo causado a morte. Mas, graças a Deus, João conseguiu resistir. Pelas imagens que analisamos do incidente, foi um choque mecânico muito intenso e, pela gravidade da lesão, ele pode ter a perda de vasos vitais”, afirmou Danise.
O menino sofreu o ataque de tubarão quando estava na água, às 13h26, horário em que banhistas acionaram o Corpo de Bombeiros. Segundo o Cemit, João sofreu lesões na coxa e na mão esquerda, provocadas pelo animal.
A especialista do Cemit explicou que tubarões da espécie cabeça-chata frequentemente estão envolvidos em incidentes com humanos.
“O tubarão cabeça-chata é uma espécie bastante agressiva, com característica mais exploratória e frequenta águas rasas. A mordida dele é de grande impacto. Esta espécie tem a característica de buscar alimentos em áreas rasas. Usa boca de rios e águas rasas para a reprodução”, destacou.
O que aconteceu?
João Lucas Nemézio foi atacado por um tubarão neste domingo (31/5), em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife (PE), na Praia de Piedade. O menino havia ido à praia com a família, para tomar um banho de mar.
Conforme o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), João recebeu atendimento pré-hospitalar antes de ser encaminhada para o Hospital da Aeronáutica, em Piedade.
Ele foi transferido e permanece internado no Hospital de Restauração, após receber os primeiros socorros na casa de sáude militar. João precisou amputar a perna devido à gravidade da lesão.