Chefões do CV têm prisões decretadas por roubo de veículos

Além de Beira-Mar e Marcinho VP, chefes históricos da facção, outros 18 integrantes foram denunciados pelo Ministério Público

atualizado

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Fernandinho Beira-Mar, durante julgamento no 1º Tribunal do Júri, no centro do Rio PCC
1 de 1 Fernandinho Beira-Mar, durante julgamento no 1º Tribunal do Júri, no centro do Rio PCC - Foto: Ricardo Borges/Folhapress

O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou chefes históricos da facção Comando Vermelho, por integraram um grande esquema de roubo de veículos. Além de denunciados, eles tiveram a prisão decretada pela Justiça.

No total, o MP pediu e obteve a prisão preventiva de 20 integrantes da organização criminosa, acusados de associação criminosa para a prática de crimes patrimoniais.

Entre os denunciados estão:

  • Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar;
  • Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP;
  • Ricardo Chave de Castro Lima, o Fu da Mineira;
  • Ocimar Nunes Robert, o Barbosinha,
  • e Wilton Carlos Rabelo Quintanilha, o Abelha.

Dos cinco nomes conhecidos da polícia há décadas, só Abelha não está na cadeia atualmente – está foragido.

A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da área Méier e Tijuca, e os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).

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Estrutura do grupo

As investigações apontaram que a atuação da quadrilha ocorria em áreas abrangidas pela 18ª Delegacia de Polícia (Praça da Bandeira) e 20ª DP (Vila Isabel).

Após os roubos, os veículos eram clonados para revenda ou tinham as peças vendidas em lojas e ferros-velhos.

Segundo o MPRJ, a dinâmica criminosa envolvia diferentes funções dentro da organização:

  • Batedores: observavam a região e alertavam sobre a presença de policiais.
  • Executores: eram responsáveis por realizar os roubos.
  • Outros integrantes: levavam os carros para comunidades dominadas pelo Comando Vermelho, com autorização dos chefes locais.

O MPRJ destacou que o grupo agia de forma reiterada e estruturada, mantendo divisão de tarefas e contando com a anuência da liderança da facção.

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