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Caso Henry: "Monique teve várias oportunidades de falar", diz delegado

Diretor do Departamento-Geral de Polícia da Capital, Antenor Lopes, afirma que inquérito será concluído e entregue até sexta-feira (23/4)

Adriana Cruz20/04/2021 13:46
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Aline Massuca/Metrópoles
Monique, mãe de Henry, segue para IML do Rio

Rio de Janeiro – O diretor do Departamento de Polícia da Capital (DGPC), Antenor Lopes, informou que a mãe do menino Henry Borel Medeiros, Monique Medeiros, já teve oportunidade de falar o que sabia. “Ela já teve várias oportunidades e não o fez. Ficou na delegacia prestando declarações por seis horas. Agora, quem vai decidir isso é o delegado da 16ª DP (Barra da Tijuca)”, pontuou.

Presa no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, Região Metropolitana, Monique foi diagnosticada com Covid-19, mais um obstáculo para um novo interrogatório.

Ela e o médico e vereador Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho, padrasto de Henry, estão presos desde o dia 8 de abril, por 30 dias, após determinação do 2º Tribunal do Júri, sob suspeita de envolvimento na morte do garoto. Nessa segunda-feira (19/4), os advogados de Monique pediram ao Ministério Público novo interrogatório.

Em nota, o Ministério Público informou que “o pedido, protocolado em nome do procurador-geral de Justiça, foi encaminhado ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Investigação Penal, que, por sua vez, o encaminhou ao promotor natural do caso, Marcos Kac. De acordo com o promotor, a decisão de ouvir ou não novamente a investigada Monique Medeiros cabe unicamente ao presidente do inquérito, que é o delegado de polícia”.

No primeiro depoimento em 18 de março, 10 dias após a morte do menino, Monique alegou não saber que o filho era agredido por Jairinho. O caso veio à tona ao serem ouvidas novamente a babá Thayna de Oliveira Ferreira e a emprega Leila Rosângela de Souza Mattos. Thayná contou para a Monique sobre as agressões.

Antenor Lopes explicou que o delegado da 16ª DP (Barra da Tijuca), Edson Henrique Damasceno, e a delegada assistente Ana Carolina Medeiros vão entregar o inquérito concluído ao Ministério Público até sexta-feira (23/4). Nessa segunda-feira, houve reunião com a força-tarefa que atua no caso, que envolve policiais e peritos da Secretaria de Polícia Civil.

“Foram feitos os ajustes finais. Os delegados chegaram cedo hoje (20/4) na delegacia e vão entregar o caso ao Ministério Público”, informou Antenor Lopes. Ele descarta, com base nas investigações, indícios de que Monique sofrera agressões de Jairinho.

Caso Henry

O menino Henry morreu dia 8 de março. Ele foi levado por Monique e Jairinho para o hospital Barra D’or, na zona oeste. Segundo a equipe médica, o garoto já chegou morto ao hospital.

O casal alegou acidente doméstico, mas laudo mostrou que a morte foi violenta ao identificar 23 lesões.

Atualmente, Monique e Jairinho são assistidos por advogados diferentes. No início o casal era defendido pelo advogado André Barreto, que deixou a causa. A polícia já informou que o casal será indiciado por homicídio qualificado e tortura.

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A mãe do menino, Monique Medeiros, foi presa, também sob suspeita de participar da morte
Dr. Jairinho é acusado pela morte do enteado, Henry
Dr. Jairinho é acusado pela morte do enteado, Henry
Dr. Jairinho foi eleito vereador no Rio
Dr. Jairinho é acusado pela morte do enteado, Henry
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Dr. Jairinho é acusado pela morte do enteado, Henry

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A mãe do menino, Monique Medeiros, foi presa, também sob suspeita de participar da morte
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A mãe do menino, Monique Medeiros, foi presa, também sob suspeita de participar da morte

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Dr. Jairinho é acusado pela morte do enteado, Henry
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Dr. Jairinho foi eleito vereador no Rio
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Dr. Jairinho foi eleito vereador no Rio

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