Defesa de Monique vai ao MP pedir promotor especial para o caso Henry

Objetivo dos advogados é fazer com que a professora seja ouvida pela segunda vez pelo delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP

atualizado 19/04/2021 20:26

prisao jairinho e mãe do henry Monique Medeiros durante prisão 7Reprodução/TV Globo

Rio de Janeiro – Os advogados Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad, que defendem Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, mãe de Henry Borel Medeiros, informaram terem requerido, junto ao procurador-geral do Ministério Público do Rio de Janeiro, a designação de um promotor especial para acompanhar o inquérito que apura a morte do menino de 4 anos, no dia 8 de março.

O objetivo da defesa é fazer com que a professora seja ouvida pela segunda vez pelo delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca).

“A defesa está protocolizando petição ao delegado, reiterando a necessidade imprescindível de ouvir Monique. Se o objetivo do inquérito é buscar a verdade dos fatos, em todos os seus contornos, não se justifica a demora na nova audição de Monique pedida pela defesa”, afirmaram os advogados, em nota.

No primeiro depoimento prestado aos investigadores do caso, a mãe de Henry negou qualquer agressão e alegou acidente doméstico como causa da morte do menino.

Monique e o vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), estão presos desde o último dia 8, quando a morte da criança completou um mês.

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Entenda o caso Henry

O menino Henry Borel Medeiros morreu no dia 8 de março ao dar entrada em um hospital da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Segundo Leniel Borel de Almeida Júnior, ele e o filho passaram o fim de semana anterior normal. Por volta das 19h do dia 7, o pai o levou de volta para casa, onde morava com a mãe, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, e com o vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido).

Ainda segundo o pai de Henry, por volta das 4h30 do dia 8, ele recebeu uma ligação de Monique falando que estava levando o filho para o hospital, porque o menino apresentava dificuldades para respirar.

Leniel afirma que viu os médicos tentando reanimar o pequeno Henry, sem sucesso. O menino morreu às 5h42, segundo registro policial registrado pelo pai da criança.

De acordo com o laudo de exame de necropsia, a causa da morte do menino foi hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente. Para especialistas, ação contundente seria agressão.

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