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Brasil

Caso Henry: juíza nega pedido para Jairinho deixar a prisão

A juíza Elizabeth Louro, da 2ª Vara Criminal do Tribunal do Rio, negou uma série de pedidos feitos pelos advogados do ex-vereador

23/06/2022 16:08, atualizado 23/06/2022 16:33
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Aline Massuca/Metrópoles
Jairinho

Rio de Janeiro – A juíza Elizabeth Louro, da 2ª Vara Criminal do Tribunal do Rio, negou na quarta-feira (22/6) uma série de pedidos feitos pela defesa do vereador cassado Jairinho, inclusive a revogação de sua prisão. Ele está em cárcere desde abril do ano passado, acusado pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos.

De acordo com a magistrada, a custódia do ex-parlamentar é necessária, visto que a oitiva dos peritos, pedida pelos advogados do médico, não acrescentaram novo fato ao processo.

Além disso, também foi negado o pedido de reprodução simulada no Hospital Barra D’Or, local onde o menino Henry Borel foi atendido na noite do crime, já que, para a juíza, “em nenhum momento durante a investigação, ou, primordialmente, na denúncia, foi apontado como local de crime”.

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Advogado de defesa, Cláudio Dalledone, abraça Dr. Jairinho durante depoimento sobre a morte do menino Henry Borel no Rio de Janeiro
Jairinho depõe no TJRJ. Ele é réu, acusado de ter matado o menino Henry Borel
Dr. Jairinho participou remotamente de dentro do presídio.
Jairinho depõe no TJRJ. Ele é réu, acusado de ter matado o menino Henry Borel
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Jairinho depõe no TJRJ. Ele é réu, acusado de ter matado o menino Henry Borel

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Advogado de defesa, Cláudio Dalledone, abraça Dr. Jairinho durante depoimento sobre a morte do menino Henry Borel no Rio de Janeiro
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Advogado de defesa, Cláudio Dalledone, abraça Dr. Jairinho durante depoimento sobre a morte do menino Henry Borel no Rio de Janeiro

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Jairinho depõe no TJRJ. Ele é réu, acusado de ter matado o menino Henry Borel
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Jairinho depõe no TJRJ. Ele é réu, acusado de ter matado o menino Henry Borel

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Dr. Jairinho participou remotamente de dentro do presídio.
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Dr. Jairinho participou remotamente de dentro do presídio.

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O pedido de oficiamento à operadora de telefonia utilizada pelo menino Henry Borel – questão que foi levantada no último dia 13, durante o julgamento de Jairinho – também foi negado pela magistrada, assim como uma perícia no sistema de vídeo do condomínio Majestic.

Para a magistrada, não há relevância em determinar o acerto do horário apontado no elevador do prédio em que Jairinho e a mãe do menino, Monique Medeiros, moravam.

Os advogados do ex-parlamentar também questionaram a autenticidade do software Cellebrite, usado pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) da Polícia Civil para extração de dados em aparelhos celulares apreendidos ao longo do processo.

No entanto, a juíza não entende problema nos dados extraídos, assim como afirma que nenhuma das testemunhas envolvidas nas trocas de mensagens usadas no processo negaram qualquer conteúdo ali presente.

Louro também negou o envio do celular do ex-vereador para perícia da Coordenadoria Geral de Tecnologia da Informação da Polícia Federal, bem como o pedido de expedição de mandado de busca e apreensão do “segundo raio-x” realizado na noite do crime e de câmeras de segurança do Hospital Barra D’Or.

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Em 8 de março do ano passado, Henry Borel, filho de Monique, foi levado ao hospital na Barra da Tijuca (RJ) com diversas lesões graves pelo corpo. Na época, o então casal disse à polícia que ele tinha sofrido um acidente doméstico
O acidente, no entanto, foi descartado como causa da morte após perícia do Instituto Médico Legal (IML) constatar que o menino teve hemorragia interna e uma laceração no fígado causada por uma ação contundente
O laudo de reprodução simulada, produzido pela perícia da Polícia Civil, aponta que Henry sofreu 23 lesões externas provocadas por ações violentas no dia da morte
Monique afirmou à polícia acreditar que o filho tinha caído da cama. No relato, ela disse ter acordado por volta de 3h30 e, ao dirigir-se ao quarto, encontrou o filho desmaiado na cama. Jairinho alegou ter visto a queda do menino
A versão foi descartada e o caso passou a ser investigado como tortura. Segundo a polícia, Jairinho dava chutes e golpes na cabeça do menino e Monique sabia das agressões desde fevereiro
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Arquivo Pessoal
Em 8 de março do ano passado, Henry Borel, filho de Monique, foi levado ao hospital na Barra da Tijuca (RJ) com diversas lesões graves pelo corpo. Na época, o então casal disse à polícia que ele tinha sofrido um acidente doméstico
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Em 8 de março do ano passado, Henry Borel, filho de Monique, foi levado ao hospital na Barra da Tijuca (RJ) com diversas lesões graves pelo corpo. Na época, o então casal disse à polícia que ele tinha sofrido um acidente doméstico

Reprodução
O acidente, no entanto, foi descartado como causa da morte após perícia do Instituto Médico Legal (IML) constatar que o menino teve hemorragia interna e uma laceração no fígado causada por uma ação contundente
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O acidente, no entanto, foi descartado como causa da morte após perícia do Instituto Médico Legal (IML) constatar que o menino teve hemorragia interna e uma laceração no fígado causada por uma ação contundente

Arquivo Pessoal
O laudo de reprodução simulada, produzido pela perícia da Polícia Civil, aponta que Henry sofreu 23 lesões externas provocadas por ações violentas no dia da morte
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O laudo de reprodução simulada, produzido pela perícia da Polícia Civil, aponta que Henry sofreu 23 lesões externas provocadas por ações violentas no dia da morte

Arquivo Pessoal
Monique afirmou à polícia acreditar que o filho tinha caído da cama. No relato, ela disse ter acordado por volta de 3h30 e, ao dirigir-se ao quarto, encontrou o filho desmaiado na cama. Jairinho alegou ter visto a queda do menino
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Monique afirmou à polícia acreditar que o filho tinha caído da cama. No relato, ela disse ter acordado por volta de 3h30 e, ao dirigir-se ao quarto, encontrou o filho desmaiado na cama. Jairinho alegou ter visto a queda do menino

Arquivo Pessoal
A versão foi descartada e o caso passou a ser investigado como tortura. Segundo a polícia, Jairinho dava chutes e golpes na cabeça do menino e Monique sabia das agressões desde fevereiro
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A versão foi descartada e o caso passou a ser investigado como tortura. Segundo a polícia, Jairinho dava chutes e golpes na cabeça do menino e Monique sabia das agressões desde fevereiro

Arquivo Pessoal
Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando

Arquivo Pessoal
Um mês após a morte de Henry, Monique Medeiros e o padrasto foram presos no Rio de Janeiro por atrapalharem as investigações. Segundo a polícia, eles estariam ameaçando testemunhas para combinar versões
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Um mês após a morte de Henry, Monique Medeiros e o padrasto foram presos no Rio de Janeiro por atrapalharem as investigações. Segundo a polícia, eles estariam ameaçando testemunhas para combinar versões

Divulgação
A polícia também afirma que eles teriam apagado mensagens de WhatsApp em uma tentativa de obstruir as investigações.
Os aparelhos, no entanto, foram desbloqueados e mensagens de texto e imagens, recuperadas.
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A polícia também afirma que eles teriam apagado mensagens de WhatsApp em uma tentativa de obstruir as investigações. Os aparelhos, no entanto, foram desbloqueados e mensagens de texto e imagens, recuperadas.

Arquivo Pessoal
Depois do caso vir à tona, uma ex-namorada de Jairinho contou à polícia que durante o relacionamento com o vereador, ele agrediu a filha dela, que na época tinha 4 anos
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Depois do caso vir à tona, uma ex-namorada de Jairinho contou à polícia que durante o relacionamento com o vereador, ele agrediu a filha dela, que na época tinha 4 anos

Agência Brasil
Em carta escrita na cadeia, a mãe de Henry afirmou ter sido manipulada, ameaçada e agredida por Jairinho durante o relacionamento. Segundo ela, o ex-namorado a medicava com ansiolíticos e chegou a flagrá-lo colocando remédio em sua bebida
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Em carta escrita na cadeia, a mãe de Henry afirmou ter sido manipulada, ameaçada e agredida por Jairinho durante o relacionamento. Segundo ela, o ex-namorado a medicava com ansiolíticos e chegou a flagrá-lo colocando remédio em sua bebida

Arquivo Pessoal
Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino
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Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino

Divulgação
Em depoimento de oito horas, Monique fez novas revelações, como a postura agressiva e controladora de Jairinho no relacionamento e a dificuldade de Henry para lidar com o divórcio dela e de Leniel Borel, pai da criança
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Em depoimento de oito horas, Monique fez novas revelações, como a postura agressiva e controladora de Jairinho no relacionamento e a dificuldade de Henry para lidar com o divórcio dela e de Leniel Borel, pai da criança

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Ao depor, a mãe do menino afirmou ter sido treinada pelo ex-advogado de Dr. Jairinho, André França Barreto, para mentir à polícia sobre a morte do filho
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Ao depor, a mãe do menino afirmou ter sido treinada pelo ex-advogado de Dr. Jairinho, André França Barreto, para mentir à polícia sobre a morte do filho

Aline Massuca/Metrópoles
Após a audiência de instrução, o caso aguarda para ser julgado pela Justiça. Jairinho e Monique são réus por tortura, homicídio triplamente qualificado, além de fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica
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Após a audiência de instrução, o caso aguarda para ser julgado pela Justiça. Jairinho e Monique são réus por tortura, homicídio triplamente qualificado, além de fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica

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