Casal é condenado a mais de 360 anos de prisão por abusar de crianças em GO
Segundo o TJGO, homem e mulher usavam a própria filha para atrair vítimas para a residência; crimes ocorreram entre 2021 e 2025

Goiânia – Um casal foi condenado a mais de 360 anos de prisão por crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de material de abuso sexual infantil contra diversas crianças em Morrinhos, no sul de Goiás. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), os réus utilizavam a própria filha para atrair outras crianças para a residência da família, sob o pretexto de que elas brincariam juntas.
A mulher recebeu pena de 159 anos e 17 dias de reclusão, além de 270 dias-multa. O homem foi condenado a 204 anos, quatro meses e dez dias de prisão, além de 342 dias-multa. As penas, somadas, chegam a mais de 363 anos.
A sentença foi proferida pela juíza Shauhanna Oliveira de Sousa Costa, da comarca de Morrinhos. Os dois deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade. A decisão ainda pode ser contestada por recurso.

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De acordo com o TJGO, as vítimas tinham entre 3 e 7 anos. Além de utilizar a própria filha como forma de aproximação, a mulher oferecia serviços de babá para famílias da região, o que, segundo a sentença, facilitava o acesso a outras crianças.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA investigação apontou que os crimes ocorreram entre 2021 e 2025. O caso veio à tona depois que a filha da mulher encontrou no celular dela uma mensagem enviada pelo padrasto e contou o que havia visto a familiares, que procuraram as autoridades.
Grande quantidade de arquivos
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, investigadores encontraram aproximadamente 230 gigabytes de material de abuso sexual infantil nos aparelhos eletrônicos dos dois acusados. Segundo o TJGO, havia registros envolvendo diferentes vítimas, inclusive imagens que mostravam crimes praticados pelo próprio casal.
Os dois foram presos em flagrante durante a operação e permaneceram detidos ao longo do processo.
Justiça determina perda do poder familiar
Além das penas de prisão, a sentença determinou que o casal perca o poder familiar sobre os filhos. A Justiça também estabeleceu o pagamento de indenizações às vítimas: R$ 30 mil para cada criança vítima dos crimes sexuais e R$ 10 mil para cada criança cujas imagens foram armazenadas.
As crianças foram ouvidas por meio de depoimento especial, procedimento utilizado para evitar a revitimização. Segundo o tribunal, durante a instrução processual surgiram relatos sobre outras possíveis condutas criminosas, que serão investigadas separadamente.
A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.



