Cartucho encontrado em casa de família desaparecida no RS é de festim

O cartucho de festim, é um tipo de munição para armas de fogo que não possui a bala metálica, apenas pólvora espoleta

atualizado

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Imagem colorida, delegados da Polícia Civil do Rio Grande do Sul- Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, delegados da Polícia Civil do Rio Grande do Sul- Metrópoles - Foto: Divulgação/PCRS

O cartucho de arma encontrado na garagem da casa da família desaparecida no Rio Grande do Sul é de festim, segundo análise do Instituto-Geral de Perícias (IGP-RS). A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (10/2), durante coletiva de imprensa dos delegados responsáveis pela investigação.

Diferentemente da munição comum, o cartucho de festim não dispara bala metálica: ele contém apenas pólvora e espoleta. É usado principalmente em treinamentos, militares.

“Nós já temos a perícia concluída do cartucho, que foi localizado dentro da garagem, que se confirmou no cartucho mesmo de festim, na munição de festim, uma munição meio antiga, que acreditamos”, disse um dos delegados da corporação.

O fato do delegado mencionar que a munição é meio antiga, sinaliza que o projétil pode não ser tão útil para as investigações do crime. No momento, o IGP-RS analisa os vestígios de sangue e o celular, encontrados na casa da família no último sábado (7/2).

Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Dalmira Germann de Aguiar, de 70, e Isail Vieira de Aguiar, de 69, foram vistos pela última vez entre 24 e 25 de janeiro. Na manhã desta terça, um policial militar foi preso por suspeita de envolvimento no caso

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) trabalha com as hipóteses de homicídio ou cárcere privado. A possibilidade de sequestro é descartada porque não há pedido de resgate desde o sumiço.

O que está acontecendo?

A investigação em torno da família se iniciou em 24 de janeiro, quando Silvana desapareceu depois de fazer uma postagem afirmando que havia sofrido um acidente de trânsito, quando voltava de Gramado, município da Serra Gaúcha. Na mensagem, ela dizia estar bem e sob atendimento médico.

No dia seguinte, Dalmira e Isail foram até a delegacia para registrar ocorrência sobre o desaparecimento da filha. No entanto, encontraram a segunda delegacia de Cachoeirinha fechada e foram embora. Após isso, o casal não foi mais visto.

Os investigadores apuram imagens de câmeras de segurança que registraram movimentação de veículos no local. No vídeo, três carros saem em horários diferentes. Um carro vermelho chega ao local às 20h34 e permanece por alguns minutos antes de sair e, cerca de uma hora depois, o carro branco de Silvana aparece no portão de casa mas não aparece saindo. Mais tarde, um terceiro veículo chega, e, alguns minutos depois, deixa a casa.

Os delegados acreditam que Silvana não foi para Gramado. O carro da filha de Dalmira e Isail estava na garagem de casa, e a chave foi encontrada dentro da residência, ou seja, ela não fez uma viagem de carro.

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