Cármen Lúcia faz defesa de urna eletrônica em julgamento de Bolsonaro

A ministra defendeu as urnas eletrônicas e disse que o Brasil é matriz de um modelo eleitoral seguro e transparente

atualizado

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Após o voto do ministro Luiz Fux, que discordou dos colegas de Supremo Alexandre de Moraes e Flávio Dino, a ministra Cármen Lúcia pode formar, na tarde desta quinta-feira (11/9), maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados por tentativa de golpe de Estado contra a vitória eleitoral de Lula em 2022.
1 de 1 Após o voto do ministro Luiz Fux, que discordou dos colegas de Supremo Alexandre de Moraes e Flávio Dino, a ministra Cármen Lúcia pode formar, na tarde desta quinta-feira (11/9), maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados por tentativa de golpe de Estado contra a vitória eleitoral de Lula em 2022. - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante seu voto na ação que julga Jair Bolsonaro e aliados por uma suposta trama golpista para se perpetuar no poder, fez uma defesa às urnas eletrônicas e ao processo eleitoral brasileiro, muito questionado por bolsonaristas. De acordo com a ministra, desde sua implantação em 1996, o sistema eleitoral eletrônico foi construído em atuação conjunta com o povo brasileiro, e nunca havia sido questionado antes.

Cármen disse que a urna, hoje, é efetivamente algo do povo brasileiro, e que não é fácil de se desmoralizar. Para a ministra, o sistema eleitoral brasileiro, juntamente com o Judiciário, foi atacado sistematicamente pela denominada “milícia digital”.

“Não são atos soltos, não é um que pensou isso e outro também pensou. Até mesmo a forma de divulgar que as urnas não eram críveis, que haviam fraudes nas urnas. O que nunca foi questionado antes, até porque, desde que a urna eletrônica foi implantada, de 1996 pra cá, foi sempre com o povo brasileiro atuando junto. Isto é um modelo, por isso nós nos tornamos, o que não é comum, matriz de um sistema de votação com eficiência, segurança e transparência.”, afirmou a ministra.

A ministra disse, também, que na Justiça Eleitoral nada é feito sem transparência e segurança, e que “qualquer inovação que é feita nas urnas, é feita paulatinamente”, ou seja, de forma gradual, etapa por etapa.

Acompanhe o julgamento:

A Primeira Turma do STF retomou o julgamento nesta quinta-feira (11/9) às 14h22. A ministra Cármen Lúcia teve voto decisivo no placar de 3 a 1 pela condenação dos réus. Até aqui, Alexandre de Moraes e Flávio Dino já tinham votado a favor da condenação de todos os acusados, enquanto Luiz Fux divergiu e absolveu a maior parte dos réus, inclusive Jair Bolsonaro.

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