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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse nesta quinta-feira (8/3) que o Dia Internacional da Mulher é uma data de reflexão sobre o que fazer para combater a violência contra a mulher. A manifestação da ministra foi motivada por homenagens recebidas pelos colegas durante a sessão da Corte.

Nesta tarde, Cármen Lúcia citou casos que acompanhou no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que também preside, onde ouviu relatos de mulheres que foram espancadas por seus companheiros ao decidirem terminar o relacionamento. A ministra também citou uma situação vivida por juíza de uma vara de violência doméstica em São Paulo, que foi agredida por um homem após decretar medidas protetivas contra ele, com base na Lei Maria da Penha.

Aos colegas, Cármen Lúcia declarou que os tempos atuais mostram como as mulheres estão sofrendo. “Leio Dostoevsky desde os 14 anos de idade, e nunca li nada do que tenho lido nos processos que todos nós juízes leem, mas certamente a leitura que nós fazemos hoje da vida é muito diferente, até pela solidariedade, que ainda é muito rara com as mulheres”, afirmou. “Continuamos sendo seres vulneráveis, seres que respondem por essa vulnerabilidade por uma única circunstância, somos mulheres. Ninguém reagiria, talvez, com a violência de tentar, com um pedaço de pau, dizer que você não passa de um bicho e, por isso, merece morrer como tal”, acrescentou a presidente do STF.