Carlos sobre tentativa de golpe: “Bolsonaro não estava aqui”

Após visitar seu pai na Superintendência da Polícia Federal (PF), Carlos falou sobre “injustiça”

atualizado

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Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
Carlos Bolsonaro em visita ao pai, Jair Bolsonaro na superintendência da PF
1 de 1 Carlos Bolsonaro em visita ao pai, Jair Bolsonaro na superintendência da PF - Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que seu pai, Jair Bolsonaro, não teve participação na tentativa de golpe. Nesta terça-feira (25/11), Carlos falou com a imprensa após visitar o ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal (PF).

“Ele não estava aqui”, disse após a visita.

Ao se referir sobre o estado emocional de Bolsonaro, Carlos enfatizou que seu pai estava deprimido, por ser condenado em julgamento que ele considera uma “injustiça”. No decorrer da declaração, Carlos admite a tentativa de golpe, sem a participação de seu pai, mas depois volta atrás.

“Ele chorou na visita. Ele considera uma injustiça gigantesca, como eu também considero. Você vê, uma tentativa de golpe, onde ele não estava aqui.”, afirmou.

Nesse momento, durante a coletiva de imprensa, uma jornalista rebate: “Houve tentativa, vereador?”. Em meio ao tumulto, com muitos repórteres em volta, ele suspira e retoma a fala.

“Uma tentativa de golpe que não existiu. Janeiro ele já não estava aqui. No dia 2 de novembro, ele fez uma live para desmobilização das pessoas.

Dia 30 de dezembro, ele fez outra live. E é tudo um circo armado que não tem nexo nenhum ter acontecido. Cadê a minuta? Eu não vi minuta”, disse.

Bolsonaro está na PF desde o início da manhã de sábado, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes apontar risco de fuga, devido à vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.

Ainda durante a coletiva, Carlos condenou o motivo da realização da vigília para decretar a prisão preventiva de seu pai. Ele alegou que participou de inúmeras vigílias e que considerar o movimento como uma possibilidade de fuga era “uma afronta ao culto religioso”.

No julgamento que decretou a prisão preventiva, além da vigília, Moraes citou que Bolsonaro violou a tornozeleira eletrônica de forma “dolosa e conscientemente”. O STF decidiu, por 4 votos a favor, manter a prisão preventiva do ex-presidente.

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