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Brasil

Carla Zambelli defende Eduardo Bolsonaro após PGR agir: "Meu irmão"

PGR pediu investigação contra Eduardo Bolsonaro (PL) por atuação do deputado federal nos EUA contra autoridades brasileiras

26/05/2025 15:46, atualizado 26/05/2025 15:59
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Igo Estrela/Metrópoles
Deputada Carla Zambelli ao lado do filho do presidente, Eduardo Bolsonaro - Metrópoles

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) saiu em defesa de Eduardo Bolsonaro (PL), e chamou o pedido de investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal licenciado de “perseguição”. A manifestação da parlamentar ocorreu nesta segunda-feira (26/5).

Para Zambelli, o pedido de investigação enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela PGR “era um movimento esperado”. O filho 03 de Jair Bolsonaro (PL) se licenciou do cargo na Câmara dos Deputados em março deste ano, para articular sanções de Washington contra autoridades brasileiras, sendo o ministro Alexandre de Moraes o principal foco da ofensiva.

“Minha total solidariedade ao meu irmão, deputado Eduardo Bolsonaro”, escreveu a parlamentar, recentemente condenada a 10 anos de prisão, em uma mensagem publicada no X.

O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante, também se pronunciou sobre o caso. Em um comunicado, também divulgado na rede social de Elon Musk, o parlamentar classificou a solicitação da PGR como “perseguição institucional”.

“Sim – um parlamentar eleio pelo povo, com mais de 1,8 milhão de votos, agora é investigado por falar”, escreveu Sóstenes.

Eduardo Bolsonaro investigado

O pedido da PGR surge após uma representação criminal apresentada pelo líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, Lindbergh Farias. Ele acusa Eduardo Bolsonaro de “traição à pátria e obstrução de Justiça”.

Desde março, o filho de Jair Bolsonaro está nos EUA em busca de sanções contra ministros do STF e autoridades ligadas à PGR e Polícia Federal (PF), sob alegação de perseguição política contra alas da direita e seu próprio pai, investigado por tentativa de golpe de Estado em 2022.

Na última semana, o governo de Donald Trump admitiu, pela primeira vez, que o ministro Alexandre de Moraes pode ser alvo de retaliações norte-americanas.

O argumento foi aceito pelo procurador-geral da República no pedido enviado ao STF nesta segunda-feira. No pedido, Paulo Gonet argumentou que Eduardo Bolsonaro busca atrapalhar os trabalhos em curso no STF, como o inquérito das fake news. 

Por isso, o caso será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso que investiga notícias fraudulentas divulgadas por parlamentares de direita.

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