Carga com 2,1 milhões de doses da vacina Coronavac chega a Campinas

O voo com Coronavac e insumos para que o Butantan produza a vacina chegou a Viracopos por volta das 5h30

atualizado 24/12/2020 9:34

LEANDRO FERREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Brasil recebeu, por volta das 5h30 desta quinta-feira (24/12), mais um lote de vacinas Coronavac, da farmacêutica chinesa Sinovac. São 2,1 milhões de doses e há ainda insumos para produzir mais 3 milhões de imunizantes em parceria com o Butantan. Segundo o governo de São Paulo, essa foi a maior remessa vinda da China que o país já recebeu.

Na noite de quarta-feira (23/12), O Instituto Butantan anunciou que a Coronavac apresentou, na terceira fase de testes, eficácia acima dos níveis exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A Anvisa considera o mínimo de 50% de eficiência para que um imunizante contra o novo coronavírus seja autorizado para uso em território brasileiro.

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Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, a vacina tem “excelente perfil de segurança e manifestações adversas leves, sendo a mais frequente a presença de dor no local de aplicação do imunizante”.

No entanto, o instituto adiou anúncio da taxa específica de eficácia. Isso porque a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, criadora da vacina, resolveu unificar os dados dos testes feitos no Brasil, na Indonésia e Turquia, o que pode levar 15 dias. A consolidação e a análise de dados são critérios exigidos pela agência de regulação de medicamentos da China.

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