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“Careca do INSS” decide depor na CPMI na segunda (15/9)

Antonio Carlos Camilo Antunes foi preso na última sexta-feira em meio às investigações por desvios indevidos de aposentadorias

atualizado

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Reprodução/TV Senado
Lobista Antonio Antunes, o Careca do INSS
1 de 1 Lobista Antonio Antunes, o Careca do INSS - Foto: Reprodução/TV Senado

O empresário Antonio Carlos Camilo Anuntes, conhecido como o “Careca do INSS” decidiu depor à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional que investiga desvios em aposentadorias no Instituto Nacional do Seguro Social  (INSS) na segunda-feira (15/9). A informação foi confirmada pelo presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), neste domingo (14/9).

O ministro relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, havia determinado que o comparecimento do lobista era facultativa. Antunes foi preso em uma operação da Polícia Federal na manhã de sexta-feira (12/9). Também foi preso o empresário Maurício Camisioti, que também foi convocado para depor na CPMI.

O escândalo

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Esquema de Segurança 

Segundo Viana, a Polícia Legislativa e a Polícia Federal estão montando um “grande esquema de segurança” para o comparecimento de Antunes.

O senador mineiros disse que ele e o relator, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), estão em contato com outros investigados para deporem voluntariamente à CPMI. Ele não informou quais suspeitos seriam. Até o momento, o colegiado já ouviu representantes da Defensoria Pública da União (DPU), da Controladoria Geral da União (CGU) e da Polícia Federal.

Na semana passada, a CPMI recebeu dois ex-ministros da Previdência: Carlos Lupi, que esteve à frente da pasta desde o início do governo Lula até maio, quando se demitiu pressionado em meio ao escândalo. Também foi ouvido o ex-ministro de Bolsonaro, José Carlos Oliveira, com um depoimento marcado por contradições e acusações de omissão da base governista.

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