
Campanha de Flávio escala Deltan para analisar documentos de sigilo de Lula
Lula afirmou que vai entregar à Justiça autorização para quebra de sigilo e cobrou que o candidato do PL faça o mesmo

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) escalou Deltan Dallagnol (Novo-PR), eleito senador, para analisar a documentação da quebra de sigilo fiscal e bancário entregue pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a equipe de Flávio, Deltan foi escolhido por ter atuado na Operação Lava-Jato.
Lula se comprometeu a abrir seus dados, além dos de sua mulher, Janja da Silva, do seu filho Fábio Luís, o Lulinha, e de seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola.
“Deltan tem conhecimento sobre os métodos e engrenagens financeiras investigados na Operação Lava Jato, incluindo as teias que envolveram figuras centrais do PT e negócios ligados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha”, justifica o PL.

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Ver todasA campanha afirma que ele vai verificar “cada extrato e relatório para desconstruir a narrativa petista e rastrear inconsistências”. Segundo a equipe, o ex-procurador vai analisar “com rigor” os dados do chefe do Planalto.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Se Lula afirma não ter nada a esconder, a documentação precisa ser examinada com rigor, independência e sem concessões. O que importa não é o discurso, mas o que os documentos efetivamente demonstram”, diz.
Sigilo bancário
Em ato político no Maranhão, nesta semana, o presidente Lula reiterou que iria entregar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a autorização para quebra de sigilo bancário e telefônico dele e da família e cobrou que o candidato Flávio Bolsonaro faça o mesmo.
“Quero ver se ele tem coragem de abrir o sigilo bancário e o sigilo telefônico dele. Ou seja, da pessoa física e da pessoa jurídica. Os meus advogados estão com esse pedido meu, exigindo que ele faça o mesmo. Quero ver se ele tem coragem de abrir a vida secreta dele”, declarou Lula.
A promessa havia sido feita após o presidente ser alvo de provocações do adversário durante o debate da TV Bandeirantes, na noite de domingo (18/10).
O petista propôs que os dois abram suas contas bancárias e os sigilos telefônicos, incluindo os de seus familiares, e entreguem os documentos às autoridades da Justiça para avaliação antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.






