Caminhoneiros dizem encerrar greve se isenção de impostos sair no DOU

"Se a decisão sobre zerar impostos for assinada, o movimento será automaticamente encerrado", afirma representante sindical

atualizado 24/05/2018 14:28

Michael Melo/Metrópoles

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, afirmou que a paralisação dos motoristas “acaba automaticamente” se o Senado aprovar a redução da PIS/Cofins para combustíveis e a medida for sancionada pelo presidente da República, Michel Temer. Além disso, outra condição é que a retirada dos tributos seja publicada no Diário Oficial da União (DOU). “Se a decisão sobre zerar impostos for assinada, o movimento será automaticamente encerrado”, disse Fonseca.

O líder da entidade ressaltou que a expectativa era o Senado chancelar a decisão aprovada na Câmara na noite anterior. Fonseca demonstrou irritação ao saber que o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), havia viajado para o Ceará.

Questionado sobre a decisão da Petrobras de reduzir o preço do diesel em 10% e mantê-lo estável por 15 dias, Fonseca disse que a medida “não refrescou nada” para os caminhoneiros.

Ele defende que a redução do preço tem de ser permanente – através dos impostos – e que haja maior previsibilidade na oscilação dos preços.  Para isso, o movimento dos caminhoneiros pretende pedir ao governo a mudança da frequência de atualização dos preços dos combustíveis.

Atualmente, a Petrobras atualiza a tabela diariamente conforme o preço internacional do petróleo e da variação do dólar. Ao governo, o movimento dos caminhoneiros pedirá uma janela mais ampla, com prazos que poderiam ser entre 30, 60 e 90 dias.

Durante a entrevista, o presidente da Abcam demonstrou contrariedade com a viagem do presidente do Senado para o Ceará. “Se Eunício quiser esperar até a semana que vem, vamos esperar, mas parados”, disse.

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