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Brasil

Câmara: PT aceita PL em Relações Exteriores, mas sem Eduardo

PT de Lula tenta evitar que Eduardo Bolsonaro, articulador internacional da direita, assuma Comissão de Relações Exteriores da Câmara

11/03/2025 18:15
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Deputado Eduardo Bolsonaro PL-SP é entrevistado no estúdio Metrópoles

O PT aceitou que o PL comande a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, desde que o nome escolhido pelo partido não seja o do deputado Eduardo Bolsonaro (PL). Os petistas acreditam que a principal legenda de oposição deve fazer um gesto e preterir o parlamentar após o Supremo Tribunal Federal (STF) liberar o contato entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o atual dirigente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto.

Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) tem tratado o comando das comissões como uma das prioridades desta semana. Ele espera resolver o impasse sobre o comando dos colegiados até esta quinta-feira (12/3).

Nesta terça-feira (11/3), os petistas perceberam que não conseguiriam comandar a comissão de Relações Exteriores, e então fizeram a demanda para barrar Eduardo Bolsonaro.

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O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem alertado que uma eventual presidência de um integrante da família Bolsonaro no colegiado seria lida como uma nova afronta ao Supremo pelo Congresso. Eduardo é visto como articulador internacional da direita e mantém contato com lideranças trumpistas nos Estados Unidos, que iniciaram uma ofensiva contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

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Bolsonaro e Valdemar

Também nesta terça-feira, a Suprema Corte liberou o contato entre Bolsonaro e Valdemar. Eles estavam proibidos de se comunicarem desde fevereiro do ano passado. A medida ocorreu após os dois serem alvos da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal na investigação sobre uma suposta organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado.

Segundo um dos articuladores do PT, a notícia da queda da proibição ajudou as negociações do partido do presidente Lula com o PL. Como mostrou o Metrópoles, os petistas passaram a apoiar o Centrão contra a sigla de Bolsonaro na disputa pelo comando da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Câmara.