Câmara do Recife barra impeachment contra João Campos

Placar foi de 25 votos contrários, 9 favoráveis e uma abstenção; pedido contra o prefeito citava crime de responsabilidade e improbidade

atualizado

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Mario Agra / Câmara dos Deputados
Foto colorida do prefeito de Recife, João Campos (PSB) - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do prefeito de Recife, João Campos (PSB) - Metrópoles - Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados

A Câmara Municipal do Recife rejeitou nesta terça-feira (3/2) o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). O placar foi de 25 votos contrários, 9 favoráveis e uma abstenção.

A petição foi protocolada pelo vereador Eduardo Moura (Novo), que afirma que o prefeito cometeu crime de responsabilidade e improbidade administrativa na nomeação de um procurador para vaga destinada a PcD (pessoas com deficiência).

O questionamento se baseia no fato de que o candidato havia concorrido no concurso de 2022 fora da cota PcD. Apenas em 2025, ele apresentou um laudo de transtorno do espectro autista, passando então a ocupar a primeira colocação nessa modalidade.

O impeachment de João Campos só seguiria para fase de investigação se os vereadores formassem maioria nos votos favoráveis à denúncia por infração político-administrativa, ou seja, 19 dos 37 servidores públicos. Além disso, o processo para abertura de impeachment ainda passaria pela comissão de vereadores, para proceder o pedido.

Como não houve votos o suficiente para o pedido de investigação de impeachment, o processo foi arquivado.

Ao Metrópoles, o líder do PSB na Câmara Municipal, Rinaldo Júnior, comemorou a decisão e disse que a abertura de um protocoloco que tinha o propósito retirar o prefeito João Campos do poder era uma “tentativa exdrúxula” de transformar a disputa dminsitrativa entre dois candiatos PCDS.

 “A bancada do governo está muito segura que esse pedido não tem nenhum cabimento, é feita uma articulação natural dentro da nossa bancada”, disse o vereador, antes da votação. “A câmara rechaçou um pedido vazio e oportunista. A câmara formou maioria de forma democrática”, disse.

Em contrapartida, o líder do Partido Liberal na Câmara Municipal, Thiago Medina, demonstrou esperança mesmo com a rejeição do impeachment. Thiago enfatizou que, como o processo não foi aprovado na Casa, vereadores da oposição irão recorrer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para proisseguimento das investigações.

“O Brasil sabe o que ele fez, viu o que ele fez, viu que ele fraudou o concurso público pra beneficiar o filho de um juiz que arquivou um processo de investigação de corrupção da gestão dele. Próximo passo é a CPI, Comissão Parlamentar de Enquete, que já tem 10 assinaturas e faltam apenas 3 pra gente abrir a CPI e investigar tudo”

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