Câmara Americana de Comércio critica tarifaço de Trump contra o Brasil

Câmara americana vê risco às relações bilaterais e defende diálogo para superar impasse econômico

atualizado

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Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos - Metrópoles
1 de 1 Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Getty Images

A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) manifestou preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas de 50% a produtos importados do Brasil. A medida, oficializada por ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira (30/7), é vista pela entidade como um retrocesso nas relações econômicas entre os dois países, com potenciais impactos negativos para empresas, empregos e consumidores de ambos os lados.

Segundo a Amcham, a tarifa fragiliza a parceria histórica entre Brasil e Estados Unidos. Em nota, a entidade afirma que a imposição de barreiras comerciais prejudica a competitividade das empresas exportadoras e defende que impasses como esse sejam tratados por meio de diálogo.

“Ao longo de mais de 200 anos de relações diplomáticas ininterruptas, Brasil e Estados Unidos construíram uma parceria sólida, pautada por valores e interesses econômicos comuns e por intenso intercâmbio empresarial. A Amcham defende que divergências comerciais sejam resolvidas pela intensificação do diálogo construtivo em alto nível, com o objetivo de preservar e ampliar a parceria e a cooperação econômicas”, diz a Amcham.

A ordem executiva assinada pelo presidente norte-americano, que entra em vigor em 6 de agosto, estabelece a nova alíquota para mercadorias destinadas ao consumo ou retiradas de depósito a partir desta data. Ainda assim, quase 700 itens ficaram de fora da lista de produtos atingidos, incluindo aeronaves civis (como as produzidas pela Embraer), suco de laranja, aço, minério de ferro e combustíveis.

Confira lista de exceções do tarifaço:

Justificativa para o tarifaço

O governo dos Estados Unidos justificou a medida com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa), de 1977, alegando que o Brasil representa atualmente uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.

O texto da ordem acusa o governo brasileiro de perseguir e censurar opositores políticos, especialmente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores, o que, segundo a Casa Branca, configura violações de direitos humanos e enfraquece o Estado de Direito.

“O presidente Trump tem reafirmado consistentemente seu compromisso de defender a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos contra ameaças estrangeiras, inclusive salvaguardando a liberdade de expressão e responsabilizando violadores de direitos humanos por seu comportamento ilegal”, diz comunicado oficial.

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