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Brasil

Calor impulsiona crescimento do consumo de energia em março, diz ONS

Março bateu recordes de temperatura. ONS registrou aumento de 5,1% no consumo de energia em relação ao mesmo período em 2023

07/05/2024 02:10
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Reprodução/Getty Images
Imagem ilustrativa de ar condicionado - Metrópoles

O consumo de energia elétrica no Brasil cresceu 5,1% em março, em comparação ao mesmo período de 2023, de acordo com relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) publicado nessa segunda-feira (6/5).

Esse aumento está relacionado com o registro de temperaturas mínimas e máximas acima da média histórica e a presença de uma onda de calor — à época, a terceira só em 2024 — em partes do centro-sul do país durante março.

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Para o ONS, esses fatores “influenciaram positivamente no aumento da carga” no Brasil durante esse período.

O relatório reforça que o crescimento no consumo de energia está relacionado a “diferentes fatores”. Contudo, especificamente em março de 2024, o Operador Nacional do Sistema Elétrico destaca:

  • As temperaturas mínimas e máximas acima da média histórica no Nordeste e Norte
  • A entrada de uma massa de ar quente na região Sudeste, Centro-Oeste e Sul, entre a segunda e terceira semana de março

Março, o mês do calor

De acordo com o Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas (C3S), da União Europeia (UE), este março registrou recorde de temperaturas no planeta — tornando-se o mês mais quente entre todos os meses de março analisados na história.

Assim, a “bolha de calor” no Brasil impulsionou o crescimento do consumo de energia elétrica, pois para conter os efeitos das altas temperaturas as pessoas adotaram o uso de ventiladores e ar condicionado.

Segundo análise do ONS, ao comparar março de 2023 e março de 2024, o Nordeste (9,5%) apresentou maior incremento na carga de energia entre todas as regiões. Logo atrás vem o Norte (7,8%), Sudeste/Centro-Oeste (4,9%) e Sul (0,8%).

No recorte nacional, o ONS identificou uma expansão de 6,2% no consumo de energia nos últimos 12 meses. Esse indicador mostrou avanço na seguinte ordem: Norte (12,3%); Nordeste (7,5%); Sudeste/Centro-Oeste (5,8%) e Sul (3,3%).

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