Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

"Cadê nosso direito de ir e vir?", diz família de jovem preso no Rio

Parentes protestam por prisão injusta do rapaz; Yago Corrêa foi detido no domingo (6) na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio

08/02/2022 13:13, atualizado 08/02/2022 13:53
Compartilhar notícia
Aline Massuca/Metrópoles
Familiar do jovem Yago Corrêa, preso no Jacarezinho ao comprar pão no Rio

Rio de Janeiro – Familiares de Yago Corrêa de Souza, de 21 anos, detido no Jacarezinho, favela da zona norte do Rio, após comprar pão, foram ao Presídio de Benfica na manhã desta terça-feira (8/2) para a audiência de custódia do jovem. No local, protestaram pela prisão injusta do rapaz.

“Cadê nosso direito de ir e vir?”, diz família de jovem preso no Rio - destaque galeria
3 imagens
Outra parente de Yago Corrêa pede a liberdade do jovem preso no Jacarezinho, no Rio
Familiares do jovem levaram cartazes pedindo a soltura dele
Erica com a faixa em protesto pela prisão do irmão, no Presídio de Benfica, no Rio
1 de 3

Erica com a faixa em protesto pela prisão do irmão, no Presídio de Benfica, no Rio

Aline Massuca/Metrópoles
Outra parente de Yago Corrêa pede a liberdade do jovem preso no Jacarezinho, no Rio
2 de 3

Outra parente de Yago Corrêa pede a liberdade do jovem preso no Jacarezinho, no Rio

Aline Massuca/Metrópoles
Familiares do jovem levaram cartazes pedindo a soltura dele
3 de 3

Familiares do jovem levaram cartazes pedindo a soltura dele

Aline Massuca/Metrópoles

Nos cartazes, os parentes estampam falas como: “cadê o nosso direito de ir e vir?”, “vamos descolonizar o Brasil” e “que país é esse?”.

“Somos pretos, pobres, moramos na favela porque não temos oportunidade de ter uma casa melhor e somos taxados de vagabundos, mas somos pessoas trabalhadoras, de bem”, diz Erica Corrêa, irmã de Yago.

Yago foi preso no último domingo (6/2) em uma ação contra o tráfico de drogas. No entanto, parentes e testemunhas alegam que o jovem tinha apenas ido à padaria comprar pão para um churrasco.

Ao avistar uma confusão envolvendo policiais militares na rua, o jovem correu para uma farmácia, onde foi detido por um agente.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“A família está revoltada, angustiada, indignada. Isso é algo do racismo estrutural que temos na sociedade brasileira. Todo morador de favela negro é bandido para a polícia, infelizmente”, afirma o advogado de Yago, Vivaldo Lúcio, ao Metrópoles.

“Meu irmão está passando por um momento de saúde debilitado, está com tuberculose. Ele vem se tratando, e está impossibilitado de tomar esse remédio desde o dia da prisão, desde domingo”, conta Erica.

“Cadê nosso direito de ir e vir?”, diz família de jovem preso no Rio - destaque galeria
4 imagens
Yago Corrêa foi preso depois de comprar pão no Jacarezinho
Yago Corrêa de Souza terá audiência de custódia nesta terça-feira
Yago foi preso no último domingo (6/2)
Família alega que rapaz foi preso injustamente
1 de 4

Família alega que rapaz foi preso injustamente

Reprodução
Yago Corrêa foi preso depois de comprar pão no Jacarezinho
2 de 4

Yago Corrêa foi preso depois de comprar pão no Jacarezinho

Reprodução
Yago Corrêa de Souza terá audiência de custódia nesta terça-feira
3 de 4

Yago Corrêa de Souza terá audiência de custódia nesta terça-feira

Reprodução
Yago foi preso no último domingo (6/2)
4 de 4

Yago foi preso no último domingo (6/2)

Reprodução

Lugar errado, na hora errada

Apesar da afirmação da corporação de que Yago portava drogas no momento em que foi detido, um despacho da 25ª DP desta segunda-feira (7/2) cita que os agentes da delegacia conversaram “informalmente” com o jovem e tiveram impressão de que ele estivesse “no lugar errado, na hora errada”.

Com isso, o delegado que analisou o caso se manifestou pela soltura de Yago e orientou que a família leve o documento com a representação na audiência de custódia do rapaz, que vai acontecer no Presídio de Benfica a partir das 13h.

“Estamos aqui agora para tentar reestabelecer a liberdade do menino”, pontua Vivaldo.