Brumadinho: PF indicia Vale, empresa alemã e 13 funcionários

Relatório foi entregue ao Ministério Público Federal. Eles foram indiciados por crimes de falsidade ideológica e uso de documentos falsos

Mirna de Moura/TJMGMirna de Moura/TJMG

atualizado 20/09/2019 10:50

Quase oito meses após o rompimento da barragem Córrego do Feijão em Brumadinho (MG), a Polícia Federal (PF) concluiu o relatório e indiciou 13 funcionários da Vale e da consultora alemã TÜV SÜD. Eles vão responder pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documentos falsos. As informações são do jornal O Globo.

O documento da PF foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) na noite dessa quinta-feira (19/09/2019). No entanto, não há conclusão sobre os crimes de homicídio e danos ambientais, que ainda dependem de perícias criminais.

O indiciamento pelo crime de falsidade ideológica tem como base o fato de as empresas terem manipulado a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) sem analisar os critérios técnicos, além de inserir informações e documentos falsos nas auditorias.

As empresas estão entre os indiciados por se tratar de crime ambiental. Os sete funcionários da Vale ocupam cargos de gerência, mas não há nenhum executivo entre eles. Eles eram responsáveis por estudos de geologia e de engenharia civil da barragem.

No caso da empresa alemã, há apenas um diretor entre os apontados pela PF. Segundo a corporação, ainda há a possibilidade de executivos serem indiciados por homicídio e danos ambientais.

A tragédia aconteceu no dia 25 de janeiro e deixou 249 mortos e 21 desaparecidos, além de destruir a flora e a fauna da região.

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